Censura: Mendonça proíbe campanha de Lula de citar informações publicadas pela imprensa
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral, André Mendonça, tem demonstrado tanta preocupação em proteger Flávio Bolsonaro (RJ), que, em várias decisões, chegou ao ponto de proibir que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cite informações já publicadas pela imprensa e admitidas pelo próprio candidato do PL.
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No último dia 15, por exemplo, Mendonça – que foi indicado para o Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro – mandou remover propaganda do PT que apontava as relações de Flávio com milícias. Relações essas que já foram amplamente exploradas pela mídia. O próprio Flávio confirmou ter condecorado o ex-policial Adriano da Nóbrega, morto em confronto com a polícia em fevereiro de 2020, quando o miliciano já estava preso por matar um guardador de carros. Adriano foi apontado em investigações da Polícia Federal como o chamado chefe do “Escritório do Crime” do Rio de Janeiro.
Flávio Bolsonaro não só o condecorou como empregou a mulher e a mãe do miliciano em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Flávio inclusive defendeu, por diversas vezes, as milícias quando era deputado estadual, afirmando em plena tribuna da Alerj que elas seriam uma espécie de “novo policiamento” e tinham o apoio da população. Informação essa que igualmente foi noticiada pela imprensa.
Em 11 de outubro, Mendonça também proibiu a campanha de Lula de promover anúncios pagos para afirmar que Flávio Bolsonaro (PL) é contra o fim da escala 6×1 de trabalho.
Em maio de 2026, em evento com prefeitos noticiado pela imprensa, o senador declarou que a PEC proposta pela base governista “engessaria” quem quer trabalhar e produzir mais. Em 6 de outubro de 2026, em fala no comitê de sua campanha em Brasília, o parlamentar voltou a criticar a PEC, classificando a iniciativa do governo como “oportunista”. Flávio só mudou de posição e votou a favor da proposta depois que percebeu que ela seria aprovada e que a maioria do eleitorado defendia a medida.
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