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Debandada militar: candidaturas do Exército despencam nas eleições de 2026

A participação de integrantes do Exército na disputa eleitoral de 2026 caiu ao nível mais baixo desde 2018. Com o encerramento do prazo para inscrição das candidaturas no sábado (15), 50 integrantes da Força foram confirmados na disputa por cargos eletivos em diferentes regiões do país. Entre os 50 candidatos vinculados à Força, apenas cinco ainda estão em serviço, enquanto os outros 45 já passaram para a reserva.

Há quatro anos, a disputa reuniu 107 integrantes da Força. Em 2026, esse grupo encolheu mais de 53%. A diferença é ainda maior em relação a 2018. O pleito de 2018 contou com 115 candidatos ligados à corporação e terminou com Jair Bolsonaro, que deixou o Exército como capitão, eleito para o Palácio do Planalto.

As informações foram reunidas pela Força e, posteriormente, enviadas à Defesa. Dentro da pasta, a redução foi recebida como um sinal de que as iniciativas adotadas pela atual cúpula militar para diminuir a influência político-partidária nos quartéis começaram a produzir resultados.

Desde que assumiu o Ministério da Defesa no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, José Múcio Monteiro trabalha para reduzir o envolvimento político nos quartéis. A mesma orientação passou a ser adotada pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva. Em entrevista concedida ao jornal O Globo após assumir o posto, ele afirmou que os integrantes da instituição deveriam concentrar seus esforços nas funções profissionais.

O Planalto tentou levar adiante uma mudança para barrar candidaturas de integrantes das Forças Armadas ainda em serviço, mas o texto não teve prosseguimento entre deputados e senadores. Mesmo sem a aprovação da mudança, apenas cinco integrantes em serviço ativo aparecem entre os candidatos ligados ao Exército neste ano, enquanto a maioria dos concorrentes já deixou as funções regulares da corporação.

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