Dino acompanha Moraes e vota pela condenação de Bolsonaro
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, acompanhou o relator, Alexandre de Moraes, e votou nesta terça-feira (9) pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus na ação por tentativa de golpe de estado. Com isso, o placar pela condenação está 2 votos a 0, faltando apenas três ministros: Luiz Fux, Carmen Lúcia e Cristiano Zanin. Após o pronunciamento de Dino, Zanin suspendeu o julgamento, marcando outra sessão para esta quarta-feira (10).
Dino acolheu integralmente a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e condenou os acusados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
EUA ameaçam usar “poder militar” contra Brasil por Bolsonaro
Para Editorialista do Estadão, Tarcísio se humilha para agradar Bolsonaro
Moraes vota pela condenação de Bolsonaro e detalha 13 etapas do golpe
Apenas o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem, que é deputado federal, não responde pelos crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.
Réus praticaram atos executórios da tentativa de golpe
Dino apontou que houve atos executórios da tentativa de golpe e não apenas “mera cogitação”. “Não se cuidou de meras reflexões, que foram indevidamente postas em agendas, cadernos e folhas”, lembrou.
O ministro antecipou que vai propor penas maiores para Jair Bolsonaro e o general Braga Netto, sob a justificativa de que os dois lideraram o processo golpista. Sobre o papel de Bolsonaro, Dino disse que o ex-presidente era uma “figura dominante” na organização criminosa.
“Ele e o réu Braga Netto ocupam essa função. Era quem de fato mantinha o domínio de todos os eventos que estão narrados nos autos, e as ameaças contra os ministros Barroso, Fux, Fachin e Alexandre”, afirmou.
O magistrado também foi claro ao afirmar que crimes contra o Estado Democrático de Direito não podem ser anistiados. “Esses crimes já foram declarados pelo Supremo Tribunal Federal como insuscetíveis de indulto e anistia”, explicou.
Continue lendo
Horta solidária prepara novo plantio para levar comida a famílias de Campo Grande
A Unidade Técnica de Agricultura Urbana, mantida pelo Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), prepara em Campo Grande um novo ciclo de plantio para abastecer o...
Alaíde Costa une sua voz ao piano de André Mehmari em novo disco
Alaíde Costa, de 90 anos, está na reta final da gravação de um álbum com o pianista André Mehmari, previsto para 2027, no Estúdio Monteverdi, em...
Governo Tarcísio demite professoras com base em estatuto da ditadura
Três professoras da rede estadual paulista foram demitidas entre maio de 2024 e agosto de 2025, durante o governo Tarcísio de Freitas, após processos administrativos fundamentados...
BOMBA! PF obtém emails que apontam uso da mesma conta bancária por Flávio e responsável pelas fraudes no INSS
Emails obtidos pela Polícia Federal indicam que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, tinha vínculo com uma conta do Santander associada ao advogado Willer Tomaz, investigado...
Grávida e sem carteira assinada: ex-funcionária levou loja de Flávio Bolsonaro à Justiça
Uma ex-funcionária da franquia Kopenhagen de Flávio Bolsonaro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, procurou a Justiça do Trabalho após ser dispensada quando estava...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





