Com uma taxa de rejeição recorde e faltando poucos meses para a eleição que vai renovar por completo a Câmara e um terço do Senado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu início, na noite de quinta (16), a um golpe de estado.
Em pronunciamento à nação, Trump acusou a China de interferência nas eleições estadunidenses de 2020, quando ele foi derrotado por Joe Biden. Foram 25 minutos de teorias da conspiração e ataques contra o sistema eleitoral sem nenhum tipo de prova.
No site da Casa Branca, em paralelo ao discurso ditatorial, foram disponibilizados documentos que, segundo Trump, comprovariam “uma ameaça cibernética” chinesa. Segundo o presidente, a China teria obtido registros de 220 milhões de eleitores estadunidenses.
Ainda de acordo com Trump, nas próximas horas o Secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, vai apresentar dados que comprovam “vulnerabilidades cibernéticas nos sistemas de votação eletrônica dos EUA”.
Vale destacar que poucos estados usam sistemas eletrônicos nos EUA, a maioria usa papel e, em algumas localidades, o voto pelo correio. Além disso, dezenas de órgãos estadunidenses afastaram qualquer tipo de irregularidade no pleito de 2020.
Em seu longo discurso, Trump pediu uma reforma eleitoral no país já para as eleições previstas para novembro de 2026 e afirmou que o ICE, polícia migratória tratada como milícia do presidente republicano, será responsável pela segurança do pleito.
Trump também acusou a China de utilizar contatos com empresas estadunidenses para fazê-las se voltar “contra” ele. Para completar a série de alucinações, o presidente estadunidense afirmou que o governo chinês financiava jornalistas para que fossem feitos “artigos negativos a seu respeito”.
Ainda com relação a imprensa, Trump pediu a cassação das licenças das emissoras que não transmitiram o seu longo discurso de ontem, entre elas a ABC e a NBC. “Eles e outros na mídia fazem parte de uma conspiração”, completou o presidente doidão.
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