EUA encerram o maior shutdown da história após 43 dias de impasse
O governo dos Estados Unidos finalmente voltou a respirar depois de 43 dias de paralisação, a mais longa já registrada no país. O presidente Donald Trump sancionou, na noite da última quarta-feira (12), o projeto que restabelece o financiamento federal e encerra semanas de serviços travados, salários suspensos e aeroportos operando no limite.
A medida foi aprovada pela Câmara horas antes, em uma votação apertada: 222 votos a favor e 209 contra. O texto já havia passado pelo Senado na segunda-feira (10). A negociação movimentou Washington e expôs as profundas divisões entre democratas e republicanos, especialmente sobre programas de saúde pública, ponto central do embate.
Com o acordo, os órgãos federais estão autorizados a chamar de volta servidores colocados em licença não remunerada. A expectativa é de que a maioria retorne ao trabalho em até um dia, mas setores gigantescos, como o sistema de aviação, terão recuperação mais lenta. A FAA mantém redução de 6% nos voos em 40 aeroportos, reflexo direto da falta de controladores durante o período de shutdown. Só nos últimos dias, mais de 10 mil viagens foram canceladas.
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O pacto aprovado no Congresso prorroga o financiamento do governo até 30 de janeiro de 2026, impondo novo prazo para evitar outra paralisação. Também garante a continuidade do programa alimentar SNAP até setembro de 2026 e protege servidores de demissões até o fim de janeiro. Pagamentos retroativos aos funcionários afetados estão assegurados.
Apesar do alívio imediato, há pendências importantes. A extensão de subsídios de saúde, bandeira dos democratas, ficou de fora e deve voltar ao debate em dezembro. Economistas estimam que parte dos danos econômicos será recuperada com a retomada das atividades, mas uma perda definitiva de cerca de US$ 11 bilhões deve permanecer registrada.
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