Giorgia Prates lança pré-candidatura à Alep em cenário de enfrentamento à extrema-direita
O lançamento da pré-candidatura da vereadora de Curitiba Giorgia Prates (PT) a deputada estadual, realizado no último domingo (15), reuniu apoiadores, movimentos sociais e lideranças em torno de uma ideia que atravessa o debate político no Paraná: a necessidade de ampliar e manter vivas na Assembleia Legislativa do Paraná vozes comprometidas com igualdade racial, direitos das mulheres, juventude e diversidade.
A movimentação acontece em um cenário marcado pelo crescimento de candidaturas alinhadas à extrema-direita em diferentes instâncias de poder no país, uma tendência que também deve se refletir na disputa pela Assembleia Legislativa nas próximas eleições.
Nesse contexto, a pré-candidatura de Giorgia aparece como parte de um esforço de continuidade e fortalecimento de pautas que, nos últimos anos, passaram a ocupar espaço no debate público paranaense.
O deputado estadual Renato Freitas (PT), a principal voz das pautas da negritude dentro da Assembleia, já anunciou que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de outubro. A deputada estadual Ana Júlia Ribeiro(PT) também deverá disputar uma vaga na Câmara Federal.
Com essas movimentações, a disputa pela Assembleia Legislativa passa a envolver também o desafio de garantir que temas como igualdade racial, juventude, diversidade e direitos sociais continuem presentes no centro do debate político estadual.
É nesse cenário que a figura de Giorgia Prates ganha relevância. Mulher preta, lésbica, periférica e ligada às expressões culturais e espirituais de matriz afro-brasileira, sua trajetória política nasce da militância social e da atuação em movimentos populares antes de chegar à Câmara Municipal de Curitiba.
No lançamento de sua pré-candidatura, Giorgia apresentou essa trajetória como parte da própria disputa por representatividade nas instituições políticas.
“Essa caminhada começou muito antes do meu primeiro mandato como vereadora. Começou cedo, na vida, sendo uma mulher preta, lésbica e periférica que aprendeu que existir também é resistir. Nunca deixei de ser quem eu sou, e é dessa história que nasce o compromisso de disputar os espaços de decisão política”, afirmou.
A presença de candidaturas com esse perfil também responde a um cenário em que pautas historicamente defendidas por movimentos sociais voltam a ser questionadas dentro do próprio Legislativo. Entre os exemplos estão propostas que tentam restringir políticas de ação afirmativa, como projetos que buscam acabar com cotas raciais nas universidades estaduais.
Para setores progressistas, a disputa pela Assembleia Legislativa não é apenas eleitoral. Trata-se também de garantir que a diversidade social do Paraná, marcada por juventudes periféricas, população negra, mulheres e comunidade LGBTQIA+, tenha presença real nos espaços onde decisões políticas são tomadas.
Nesse sentido, a pré-candidatura de Giorgia Prates se apresenta como parte de uma construção coletiva que busca manter vivas essas agendas dentro do Parlamento estadual em um momento de intensificação das disputas políticas no país.
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