O influenciador digital Matheus Martins, de 24 anos, é investigado por suspeita de praticar crimes sexuais contra crianças por meio da internet. Preso temporariamente na terça-feira (30), em Florianópolis (SC), ele é apontado pela Polícia Civil como responsável por aliciar uma vítima de São Paulo utilizando plataformas de jogos e redes sociais, além de supostamente recorrer a ameaças para manter o envio de imagens íntimas.
As investigações tiveram início há cerca de um mês, após os pais da criança perceberem movimentações suspeitas nas redes sociais e procurarem a polícia. Segundo os investigadores, o primeiro contato teria ocorrido com promessas de recompensas virtuais, como moedas do jogo Roblox e aumento no número de seguidores em perfis online.
Posteriormente, a abordagem teria evoluído para intimidações, com o objetivo de impedir que a vítima interrompesse o envio do material e denunciasse o caso.
Durante o cumprimento dos mandados na residência do investigado, localizada no bairro Capoeiras, na região continental de Florianópolis, policiais encontraram arquivos com imagens de outra possível vítima. Em razão desse material, Matheus também foi autuado em flagrante pelo armazenamento de conteúdo relacionado à exploração sexual infantil.
Conhecido nas redes sociais pelo nome “Spoteff”, o influenciador reúne mais de 200 mil seguidores em plataformas como Instagram, TikTok, YouTube, Discord e Roblox. De acordo com a Polícia Civil, esses ambientes digitais eram utilizados para estabelecer contato com menores de idade e praticar os crimes investigados.
A ação, denominada Operação Game Over, foi coordenada pela Polícia Civil de São Paulo com apoio das forças de segurança de Santa Catarina. Os investigadores reforçaram o alerta para que pais e responsáveis acompanhem de perto as atividades online de crianças e adolescentes, inclusive em plataformas de jogos, consideradas por muitos como ambientes seguros, mas que também podem ser utilizadas por criminosos para aliciamento.
Em nota, a defesa de Matheus Martins informou que o processo tramita sob segredo de Justiça, afirmou que o caso será esclarecido durante a instrução judicial e ressaltou que o investigado permanece à disposição das autoridades, defendendo o respeito ao princípio da presunção de inocência até a conclusão do processo.
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