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Investidores perdem patrimônio com apostas eleitorais para vitória de Flávio

Investidores brasileiros que fizeram operações financeiras contando com a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) relataram perdas superiores ao dinheiro aplicado após o segundo turno de domingo (25). Segundo reportagem do Estadão, divulgada nesta quinta-feira (29), a combinação de expectativas eleitorais e contratos alavancados consumiu economias e deixou clientes com dívidas.

Entre os casos apresentados está o de um funcionário de estatal que perdeu aproximadamente R$ 400 mil e terminou com saldo devedor de R$ 700 mil na XP. O prejuízo total chegou a R$ 1,1 milhão depois que uma operação envolvendo ações do Banco do Brasil tomou direção contrária à esperada.

Ele havia vendido opções de venda dos papéis do banco, assumindo compromissos financeiros acima do patrimônio disponível para sustentar a operação. Com a desvalorização das ações após o resultado eleitoral, as garantias ficaram insuficientes e a corretora encerrou compulsoriamente sua posição, sem conseguir impedir que restasse uma dívida na conta.

A estratégia utilizada previa receber uma remuneração pela venda dos contratos, mas obrigava o investidor a comprar ações pelo preço combinado caso as opções fossem exercidas. Como os compromissos assumidos ultrapassavam seus recursos, a queda dos papéis ampliou o rombo para além dos valores inicialmente depositados na plataforma como garantia.

O material também menciona um investidor que perdeu R$ 1,2 milhão e mais de 40 pessoas que buscaram auxílio de uma gestora após a eleição. Os pedidos envolviam orientação sobre prejuízos, encaminhamento jurídico e alternativas para enfrentar cobranças decorrentes de operações que dependiam de um resultado favorável ao candidato do PL.

Segundo os relatos reunidos, pesquisas eleitorais e avaliações divulgadas por assessores e influenciadores ajudaram a alimentar a confiança nas apostas de parte dos investidores. Além das operações com ações, houve registros de perdas em contratos futuros, negociações com dólar e mercados de previsão, incluindo a Polymarket, após o desfecho das urnas.

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