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Investigação contra Flávio Bolsonaro alcança Cláudio Castro e Ramagem

A investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz passou a incluir o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e o ex-deputado Alexandre Ramagem, ambos ligados ao PL.

Conforme informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, o inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, e apura irregularidades em negócios relacionados ao setor de apostas.

As suspeitas começaram com a análise de operações financeiras envolvendo empresas associadas a Tomaz, amigo pessoal de Flávio Bolsonaro. Entre os pontos investigados está uma licitação realizada pela Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj), em 2022, durante a administração de Castro.

A Polícia Federal suspeita que o advogado controlava indiretamente a empresa vencedora da disputa, atualmente denominada RioPag. A concorrente foi desclassificada por uma irregularidade formal na apresentação de sua proposta, permitindo que a vencedora negociasse diretamente com a autarquia.

Documentos apreendidos também revelaram pagamentos de R$ 270 mil a uma empresa de comunicação, divididos em três transferências de R$ 90 mil. Os investigadores trabalham com a hipótese de que Alexandre Ramagem tenha sido o beneficiário final dos recursos, embora a empresa sustente que os valores correspondiam a serviços efetivamente prestados.

Outro ponto envolve passagens aéreas internacionais de Flávio Bolsonaro, custeadas por uma empresa ligada a Tomaz durante 2025. A análise identificou ainda que o senador possuía acesso operacional a uma conta bancária de uma offshore pertencente ao advogado, condição encerrada em maio daquele ano.

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