Itália cria crime específico de feminicídio e impõe pena de prisão perpétua
O Parlamento italiano deu um passo inédito na última semana ao criar uma categoria específica de crime para feminicídio, estabelecendo pena de prisão perpétua para assassinatos motivados por discriminação ou violência direcionada a mulheres. A proposta, apresentada pelo governo e já aprovada pelo Senado meses antes, recebeu apoio unânime na Câmara, encerrando uma lacuna histórica na legislação penal do país.
Até então, a lei só reconhecia agravantes quando o agressor tinha vínculo familiar com a vítima, o que limitava o alcance jurídico de investigações e punições.
A nova norma surge em um momento em que organismos internacionais reforçam a gravidade da violência de gênero em escala global. Um relatório divulgado pela ONU nesta semana estima que, no último ano, aproximadamente 50 mil mulheres e meninas foram mortas por parceiros ou familiares, revelando que o ambiente doméstico continua sendo o espaço mais perigoso para grande parte delas.
- Foragido há um ano, homem é preso acusado de arrastar a filha com o carro no Rio
- Bancada Feminista do PSOL pede abertura de CPIs para investigar feminicídios
- OMS: 840 milhões de mulheres no mundo foram alvo de violência
A realização da votação justamente na data dedicada ao enfrentamento da violência contra mulheres acabou ampliando a repercussão do debate e reforçando a importância do assunto.
Os números internos da Itália também ajudam a dimensionar o cenário que motivou a mudança. Dados recentes do Instituto Nacional de Estatística apontam que o país registrou 327 homicídios em 2024, dos quais 116 tinham mulheres ou meninas como vítimas. Em mais de 90% dos episódios, os autores eram homens, um padrão que reforça a leitura de que a violência de gênero é estrutural e não um conjunto de casos isolados.
Embora a aprovação tenha sido celebrada por autoridades italianas, especialistas alertam que o reconhecimento jurídico do feminicídio é apenas uma parte da resposta. Eles defendem que o avanço legislativo precisa vir acompanhado de ações duradouras, desde políticas de prevenção até o fortalecimento de redes de acolhimento e proteção, para que o marco aprovado no Parlamento produza mudanças reais na vida das mulheres.
Continue lendo
Eduardo Bolsonaro articula novas sanções dos EUA contra ministros do STF
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo iniciaram nesta quarta-feira (16), em Washington, uma série de reuniões com integrantes do governo Donald Trump. A...
Flávio Bolsonaro já gastou R$ 55 milhões na campanha; empresário do agro é o maior doador
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (RJ), já gastou R$ 55.710.871,96 na campanha eleitoral, segundo dados oficiais declarados ao Tribunal Superior Eleitoral...
A 40 minutos de Curitiba, empreendimentos praticam o turismo responsável e a agricultura sustentável como ferramentas de segurança hídrica
Uma bacia que integra a tríade de mananciais responsável por abastecer de água uma parcela significativa de Curitiba e Região Metropolitana somada a um município que...
A 18 dias da eleição, Trump volta a atacar e diz que Brasil é “centro de distribuição de cocaína”
Faltando 18 dias para o primeiro turno das eleições, o governo Trump retomou, nesta quarta-feira (16), os ataques ao Brasil e ao governo Lula. Em comunicado...
Brasil invade o Grammy Latino 2026 com Anitta, Criolo e Marisa Monte
A Academia Latina da Gravação divulgou nesta quarta-feira (16) os indicados ao Grammy Latino 2026, que será realizado em 12 de novembro, em Las Vegas, nos...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





