A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest indica uma leve melhora na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com avanço mais expressivo justamente em segmentos e regiões onde o eleitorado costuma ser mais favorável ao bolsonarismo.
Os dados, analisados na coluna de Miriam Leitão, do O Globo, mostram crescimento da aprovação tanto entre brasileiros de maior renda quanto no Sul do país, enquanto os índices de desaprovação recuaram nesses grupos.
Segundo o levantamento, a aprovação do governo passou de 47% para 48% no cenário nacional. O destaque, porém, ficou entre os entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, faixa em que historicamente há maior apoio ao senador Flávio Bolsonaro. Nesse grupo, a avaliação positiva da gestão federal subiu de 35% para 41%, ao mesmo tempo em que a desaprovação caiu de 60% para 54%.
O desempenho também apresentou melhora no Sul, região considerada um dos principais redutos eleitorais da direita. Ali, a aprovação do governo avançou quatro pontos percentuais, chegando a 37%, enquanto a desaprovação recuou de 63% para 58%.
Já no Centro-Oeste, outro estado com histórico de votação favorável ao bolsonarismo, a aprovação passou de 44% para 46%, e a rejeição caiu de 50% para 49%.
Na avaliação do sócio-fundador da Quaest, Felipe Nunes, a recuperação observada desde abril está relacionada a medidas anunciadas pelo governo, como o programa Desenrola, a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 e a proposta de ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.
Conforme o pesquisador, esse conjunto de iniciativas contribuiu para um aumento acumulado de cinco pontos percentuais na aprovação da administração federal ao longo dos últimos meses.
A pesquisa também revela equilíbrio na percepção geral sobre o governo. O percentual de entrevistados que classificam a gestão como positiva é o mesmo dos que fazem uma avaliação negativa: 36% para cada lado. Outros 26% consideram o governo regular, enquanto 2% afirmaram não saber ou preferiram não responder.
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