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Lula poderá indicar seis diretores ao Banco Central e ampliar influência sobre política de juros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá indicar seis novos integrantes para a diretoria do Banco Central até dezembro de 2027, ampliando a influência de seu governo sobre as decisões de política monetária. Segundo a Folha de S.Paulo, a renovação permitirá que, em 2028, a maioria dos nove membros do Comitê de Política Monetária (Copom) tenha sido escolhida durante a atual gestão.

Duas posições permanecem desocupadas desde janeiro, enquanto outras mudanças estão previstas para os próximos meses e para o encerramento de 2027. Na semana passada, Lula pressionou ministros para acelerar as indicações ao Senado, responsável por avaliar os nomes apresentados pelo Executivo.

A recomposição ocorre em meio às discussões sobre juros elevados e eventual revisão da meta de inflação, atualmente estabelecida em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual. A expectativa é que as escolhas preservem a credibilidade da instituição, sem necessariamente afastar a possibilidade de mudanças na orientação econômica.

Entre os possíveis indicados aparece Carolina Bohrer, responsável pelo departamento de Organização do Sistema Financeiro, cuja escolha também contribuiria para aumentar a presença feminina na diretoria. Outro nome mencionado é André Roncaglia, representante brasileiro no Fundo Monetário Internacional (FMI), que demonstrou surpresa com as especulações e reafirmou seu compromisso com as atividades internacionais.

O ex-diretor do Banco Central Sérgio Werlang, professor da Fundação Getulio Vargas, considera provável a manutenção de um perfil moderado na autoridade monetária. Para ele, as futuras nomeações não deverão provocar uma ruptura significativa na condução da instituição.

Rodrigo Maia, diretor do BTG Pactual, também aposta na continuidade institucional, destacando a experiência de Lula em negociações políticas.

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