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Mendonça passa a ter mais críticas do que apoio nas redes, segundo pesquisa do DataLab

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a registrar mais manifestações negativas do que positivas nas redes sociais pela primeira vez desde o início da crise interna envolvendo integrantes da Corte. O dado consta de um monitoramento realizado pela Ativaweb DataLab.

Segundo o levantamento, divulgado pela Folha de S. Paulo, foram contabilizados 3,6 milhões de novos registros relacionados à crise na terça-feira (8). Entre as interações que mencionaram Mendonça, 52,8% tiveram teor crítico, enquanto 33,5% demonstraram apoio ao ministro e 13,7% foram classificadas como neutras.

Para a empresa responsável pelo monitoramento, a mudança representa uma alteração significativa no comportamento das redes em relação ao magistrado.

A mudança ocorreu em meio ao agravamento do conflito envolvendo Mendonça e outros integrantes do Supremo. Na terça-feira, o ministro determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. Mendonça afirmou que os dois estavam relacionados a uma suposta estrutura de monitoramento considerada irregular.

Apesar do aumento das críticas a Mendonça, Alexandre de Moraes continua sendo o ministro com maior índice de rejeição no monitoramento. De acordo com a Ativaweb, 88,4% das manifestações relacionadas a Moraes apresentaram conteúdo negativo.

O levantamento também indica que a discussão nas plataformas digitais se tornou mais ampla. Segundo a análise da Ativaweb, o debate, que inicialmente estava concentrado nas mensagens envolvendo Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, passou a incorporar temas como autonomia institucional, investigação, atuação da Polícia Federal, Procuradoria-Geral da República, Advocacia-Geral da União e funcionamento do próprio STF.

No acumulado, a crise já soma mais de 66 milhões de menções, ocorrências e interações digitais, envolvendo o Supremo, o Banco Master, Daniel Vorcaro, Alexandre de Moraes, André Mendonça, a Polícia Federal, a PGR e integrantes do Executivo.

Para o cientista de dados Alek Maracajá, da Ativaweb DataLab, a mudança demonstra que a discussão passou a envolver as próprias instituições e a disputa por poder dentro delas.

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