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Motta quer aprovar neste ano mudança eleitoral para 2034

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pretende procurar Lula nesta semana, em Brasília, para buscar apoio à reforma política que deseja aprovar em 2026. A proposta prevê implantar o voto distrital misto em 2034, mas enfrenta resistência no PT e depende de articulação para alcançar os votos necessários.

Na quarta-feira (28), Motta reuniu representantes de partidos que somam 289 deputados, abaixo dos 308 exigidos para aprovar uma proposta de emenda à Constituição em dois turnos. O presidente da Câmara também pretende discutir o texto com a federação PT-PCdoB-PV e com PSOL, PL e Novo.

Pelo desenho em negociação, cada eleitor votaria em um candidato do seu distrito e em uma legenda, cuja votação definiria o total de cadeiras partidárias. Desse total seriam descontadas as vagas conquistadas diretamente nos distritos, e os lugares restantes seriam ocupados por integrantes de listas organizadas pelos partidos.

O PT prefere preservar a representação proporcional com listas partidárias, modelo em que o voto seria direcionado à legenda. Internamente, há receio de que a divisão territorial favoreça forças políticas majoritárias em cada região e reduza a presença de diferentes correntes no Congresso.

A movimentação ganhou força entre partidos de centro depois que candidaturas tradicionais perderam espaço para influenciadores nas eleições legislativas. Os defensores da reforma querem fortalecer as legendas e aproximar os representantes dos eleitores, enquanto as divergências envolvem tanto o sistema definitivo quanto as regras de transição.

Entre as alternativas provisórias estão manter o modelo proporcional com limites aos puxadores de votos ou adotar o distritão misto. Nessa segunda hipótese, metade das cadeiras caberia aos mais votados e metade seria distribuída por listas partidárias, sem dividir estados e municípios em distritos menores.

A intenção é deixar o distrital misto como base da PEC e votar separadamente as alternativas transitórias. O calendário depende das negociações.

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