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Advogado pede investigação contra Papa, Lula, Bolsonaro e Di Caprio por suposto esquema de clones

(Foto: PR/Divulgação)

Uma ação protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) chamou atenção pelo conteúdo inusitado das acusações apresentadas. O pedido, encaminhado por um advogado, solicita que a Polícia Federal investigue uma suposta organização internacional envolvida em clonagem humana, manipulação genética e substituição de pessoas por clones. Entre os citados na petição estão o papa Leão XIV, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ator norte-americano Leonardo DiCaprio.

O processo foi apresentado recentemente à Corte e, até o momento, ainda aguarda a definição de um relator. No documento, o autor sustenta a existência de uma rede que atuaria em diversos países promovendo alterações genéticas, controle mental e outras práticas que, segundo ele, afetariam milhares de pessoas.

Além das figuras públicas mencionadas, a ação também relaciona políticos, empresários, artistas e atletas ao suposto esquema. Nomes conhecidos do meio artístico e esportivo, como Marília Mendonça, William Bonner, Marina Ruy Barbosa, Neymar e Ronaldo Fenômeno aparecem entre aqueles que, de acordo com a narrativa apresentada, teriam sido vítimas ou participantes da alegada organização.

Apesar da extensa lista de acusações, a petição não apresenta documentos, laudos técnicos ou evidências científicas capazes de comprovar a existência das práticas descritas. Entre as alegações, há afirmações de que pessoas teriam sido substituídas por clones e submetidas a modificações genéticas. O texto também levanta hipóteses sobre personalidades públicas e questiona acontecimentos amplamente conhecidos, incluindo a morte da cantora Marília Mendonça em um acidente aéreo ocorrido em 2021.

Especialistas do meio jurídico observam que o simples protocolo de uma ação não obriga o Poder Judiciário a dar prosseguimento ao caso. Quando magistrados identificam pedidos considerados manifestamente improcedentes, sem fundamento legal ou desprovidos de elementos mínimos de prova, o processo pode ser encerrado logo nas fases iniciais.

Dependendo da avaliação judicial, o autor ainda pode ser responsabilizado por uso inadequado do sistema de Justiça, incluindo eventual aplicação de multas e cobrança das despesas processuais decorrentes da ação.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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