A Justiça de São Paulo determinou a suspensão da policial militar Yasmin Ferreira, investigada pela morte de Thawanna da Silva Salmázio, ocorrida no último dia 3 de abril, na zona leste da capital. A decisão foi tomada após análise inicial do caso, que aponta indícios de uso excessivo da força durante a abordagem.
Com a medida, a agente está afastada das atividades operacionais e proibida de portar arma de fogo. Também não poderá manter contato com testemunhas ou familiares da vítima, nem se ausentar da comarca sem autorização judicial. Outra restrição imposta é o recolhimento domiciliar no período noturno, entre 22h e 5h.
A determinação foi confirmada por órgãos oficiais, incluindo a Secretaria de Segurança Pública e o Ministério Público de São Paulo, que acompanham as investigações. Na decisão, o juiz responsável pelo caso considerou haver elementos suficientes que indicam a materialidade do crime e a possível autoria por parte da policial, apontando ainda que a conduta analisada, em um primeiro momento, ultrapassa os limites legais da atuação policial.
O episódio ocorreu durante patrulhamento no bairro Cidade Tiradentes. De acordo com relatos, a viatura teria parado após um homem esbarrar no retrovisor do veículo. A situação evoluiu para um desentendimento, e, durante a abordagem, a policial efetuou disparos contra Thawanna. A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Tiradentes, mas morreu pouco depois.
O caso passou a ser investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), além de um inquérito conduzido no âmbito da Polícia Militar. O Ministério Público também instaurou procedimento próprio para apurar as circunstâncias da morte, enquanto a Ouvidoria da Polícia solicitou rigor na investigação.
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