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BFC Life Drops: dermatologista alerta para cuidados com a pele no verão

Com a chegada do verão, a rotina de cuidados com a pele precisa ganhar ainda mais atenção. A combinação de radiação ultravioleta intensa, altas temperaturas, transpiração excessiva e maior contato com água do mar e piscina cria um cenário propício para irritações, manchas, piora da acne e envelhecimento precoce. 

Para esclarecer os principais cuidados da estação, o dermatologista Luis Felipe Stella Santos (CRM-PR 43.256 / RQE 34.609) explica o que muda na pele durante o calor e como se proteger corretamente.

Segundo o dr., não existe uma marca “perfeita” de protetor solar, o melhor é aquele que o paciente consegue usar e reaplicar com regularidade. Textura, fragrância, tonalidade e grau de oleosidade são fatores que influenciam diretamente a adesão ao uso.

O dermatologista Luis Felipe Stella Santos. Foto: arquivo pessoal.

“O protetor solar ideal é aquele que o paciente consegue utilizar, reaplicar e fazer uso contínuo, conforme recomenda a Sociedade Brasileira de Dermatologia”, afirma.

O dermatologista reforça que o FPS 30, quando bem aplicado, já oferece boa proteção, embora fatores mais altos sejam ainda melhores.

E ele destaca: protetor solar não é exclusivo de dias quentes. Deve ser usado diariamente, mesmo em dias nublados, pela manhã, após o almoço e à tarde. Em situações de exposição direta, como praia e piscina, a reaplicação deve acontecer a cada duas horas.

Skin care no verão

O especialista alerta para o uso indiscriminado de produtos estimulados por influenciadores digitais. “O skin care no verão é algo bastante delicado, porque hoje a gente vê muitos influencers realizando propagandas, vendendo a imagem de produtos que prometem resultados milagrosos”, afirma. 

“Porém muitos desses produtos, embora sejam apenas tópicos, possuem uma composição de ácidos ácidos que a gente chama fotossensibilizantes, ou seja, ácidos que se você passar na pele garantem um benefício, sim, porém garantem uma sensibilização ao sol muito maior do que aqui já acontece com a pele normal”, explica.

Ativos como retinóides, ácidos em altas concentrações e despigmentantes devem sempre ser usados com acompanhamento médico. Em muitos casos, esses produtos precisam ser suspensos durante as férias e só retomados após o verão.

Melasma

Para quem convive com melasma, o sol funciona como gatilho direto para o reaparecimento e escurecimento das manchas. E não é apenas a luz no rosto que influencia: a radiação recebida em outras partes do corpo também estimula o melasma facial.

“Não é incomum o paciente tratar o ano todo, clarear a pele e ver o melasma voltar no verão, no mesmo local ou até maior”, explica o dermatologista.

Além do protetor reaplicado rigorosamente, outra recomendação importante é utilizar protetor solar com cor, fundamental para barrar a luz visível, que também influencia no melasma. Dr. Luis Felipe reforça ainda que o calor é outro agravante, por isso, buscar sombra e evitar ambientes muito quentes faz diferença.

Procedimentos e despigmentantes podem ajudar, mas devem ser prescritos e usados com muita cautela nessa época do ano.

Acne 

De acordo com o especialista, a acne costuma se agravar no verão devido ao aumento da 

oleosidade, que se torna mais líquida com o calor. Isso facilita o entupimento dos poros e favorece inflamações, manchas e cicatrizes.

Segundo ele, o paciente com acne deve:

  • ajustar o skin care com o dermatologista antes de viagens;
  • reduzir ou suspender ácidos sensibilizantes;
  • optar por protetores solares oil-free;
  • manter o uso de hidratantes específicos, pois pele oleosa não significa pele hidratada.

Pós-sol: hidratação e descanso

Depois de um dia de praia, piscina ou exposição prolongada, a pele está fragilizada. A radiação ultravioleta, a transpiração e o contato prolongado com a água retiram sua hidratação natural, especialmente em quem já convive com doenças como dermatite atópica, psoríase e rosácea.

“A pessoa que se expõe ao sol precisa entender que o sol agride a pele. A radiação ultravioleta entra, penetra nas células e causa malefícios. Um malefício que é cumulativo. Quando ocorre o famoso bronzeado, é porque ocorreu uma espécie de grande dano aos melanócitos que estão produzindo mais melanina. Então, o bronzeado nada mais é do que simplesmente uma reação das células da pele a essa agressão”, explica Luis Felipe.

Por isso, o pós-sol ideal inclui:

  • hidratação intensa por dentro (água) e por fora (hidratantes);
  • reaplicação de hidratante duas vezes ao dia, ou mais em quem tem doenças de pele;
  • descanso na sombra, permitindo que a pele se recupere da agressão do dia.

Verão saudável começa com prevenção

O recado do dr. Luis Felipe é claro: proteger a pele é um ato diário, e não apenas uma preocupação estética. A fotoproteção regular reduz manchas, envelhecimento precoce e o risco de câncer de pele.

“A pele exposta ao sol, areia, suor e água é uma pele agredida. Para aproveitar o melhor do verão, é essencial que ela descanse e seja cuidada todos os dias.”

A orientação profissional continua sendo fundamental para adaptar o skin care de forma segura durante a estação mais quente do ano.

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Maria Coelho

Jornalista com experiência em veículos como a Agência Estadual de Notícias do Paraná. Integra atualmente a equipe do Brasil Fora da Caverna.

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