A Polícia Federal apontou indícios de que o deputado estadual Thiago Rangel teria intermediado a oferta de empregos públicos a pessoas ligadas a um traficante investigado, segundo informações reveladas na terça-feira (5), data em que o parlamentar foi preso preventivamente na quarta etapa da Operação Unha e Carne. O caso envolve suspeitas de uso indevido de influência política em órgãos da área de Educação no estado do Rio de Janeiro.
De acordo com a apuração, mensagens analisadas pelos investigadores indicam que o deputado teria disponibilizado duas vagas de trabalho para indicações feitas por Arídio Machado da Silva Junior, conhecido como “Júnior do Beco”. Ele é descrito pelas autoridades como um criminoso de alta periculosidade, com passagens por crimes como homicídio, tráfico de drogas e associação criminosa.
Os diálogos, que teriam ocorrido em junho de 2021, mostram que um interlocutor próximo ao parlamentar recebeu uma planilha com nomes sugeridos pelo traficante. Entre os indicados estariam a irmã de Júnior do Beco e uma mulher já investigada em uma operação policial anterior relacionada ao tráfico de drogas no Norte Fluminense.
A Polícia Federal sustenta que o conteúdo das conversas sugere proximidade entre o deputado e o investigado, levantando suspeitas sobre possível favorecimento indevido dentro da estrutura pública estadual. O material integra a representação que embasou as medidas judiciais adotadas na operação.
Em manifestação oficial, a defesa de Thiago Rangel informou ter sido surpreendida com a prisão e declarou que ainda analisa os elementos do inquérito. Os advogados afirmam que o parlamentar nega qualquer irregularidade, diz confiar no andamento das investigações e pretende apresentar esclarecimentos no decorrer do processo. Também ressaltam que conclusões antecipadas devem ser evitadas antes da análise completa das provas.
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