Os movimentos para uma possível união entre os governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado ganharam força nesta semana após os dois admitirem conversas sobre uma eventual chapa conjunta para a eleição presidencial de 2026.
O encontro ocorreu na terça-feira (26), em meio à tentativa de setores da direita e da centro-direita de construir uma candidatura competitiva diante do avanço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas eleitorais.
Em entrevista concedida na quarta-feira (27) a uma rádio de São Paulo, Caiado confirmou que há diálogo em andamento e afirmou que ambos avaliam caminhos para evitar a fragmentação de candidaturas no campo conservador. Segundo ele, existe entendimento de que, isoladas, as pré-campanhas ainda aparecem atrás de Lula e do senador Flávio Bolsonaro nas intenções de voto.
Zema também manteve aberta a possibilidade de composição, embora tenha evitado antecipar qualquer definição. Durante participação em um evento voltado ao mercado financeiro, o governador mineiro afirmou que alianças costumam ser fechadas apenas perto do prazo final de registro das chapas, marcado para agosto de 2026. Ao comentar uma eventual posição de vice, respondeu em tom de brincadeira ao sugerir que a ordem da chapa também poderia ser invertida.
A articulação ocorre em um cenário de desgaste político envolvendo Flávio Bolsonaro após a divulgação de gravações relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro. O episódio atingiu a pré-campanha do senador e ampliou a pressão por uma reorganização da direita. Pesquisa Datafolha divulgada neste mês mostrou Lula com vantagem ampliada sobre Flávio em uma simulação de primeiro turno.
Nos últimos dias, Zema intensificou críticas ao senador e afirmou que a alta rejeição ao nome bolsonarista poderia favorecer diretamente a reeleição do petista. Apesar disso, declarou que apoiaria Flávio em um eventual segundo turno contra um candidato de esquerda. O governador mineiro também voltou a atacar programas sociais federais, retomando críticas ao Bolsa Família, tema que já gerou reação do governo federal.
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