A Polícia Federal realizou na terça-feira (26) uma operação que teve como alvo um imóvel onde o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, passou a morar recentemente, na Zona Oeste da capital fluminense. A cobertura, localizada no condomínio Península, na Barra da Tijuca, pertence a uma empresa ligada a um ex-integrante do primeiro escalão de seu governo, segundo documentos registrados em cartório.
O apartamento foi adquirido em 2023 pela J3 Real Estate Participações, empresa aberta pelo advogado Mauro Farias, que comandou a Secretaria de Transformação Digital durante a gestão de Castro. O imóvel, comprado por R$ 3,5 milhões, também tem como sócio o advogado Ronaldo Tormenta Pereira.
A investigação ganhou repercussão após a PF cumprir mandado de busca e apreensão no endereço no âmbito das apurações relacionadas ao chamado “caso Master”, que envolve suspeitas sobre investimentos bilionários do Rioprevidência no banco do empresário Daniel Vorcaro.
A defesa do ex-governador informou que o imóvel é alugado e afirmou que Castro havia se mudado para a cobertura neste mês. Segundo os advogados, ele ainda mantinha objetos pessoais no apartamento anterior, localizado no mesmo condomínio, por conta do prazo para desocupação do antigo endereço. Nenhum contrato de locação foi apresentado até o momento.
Além da ligação entre Mauro Farias e o governo estadual, outro ponto que chama atenção nas investigações é a relação empresarial do ex-secretário com seu irmão, Rafael Thompson de Farias, que também integrou o governo Castro. Ambos foram sócios da empresa P5 Soluções, citada anteriormente pelo Ministério Público Eleitoral em questionamentos sobre supostos repasses irregulares de recursos durante a campanha eleitoral de 2022.
O condomínio onde fica a cobertura reúne imóveis de alto padrão, com unidades avaliadas em milhões de reais e aluguel mensal que pode ultrapassar R$ 30 mil, além de taxas elevadas de condomínio.
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