Após a edição, na quinta-feira (19), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da Medida Provisória (MP) 1.343/2026, que aumenta o rigor das punições de transportadoras que não cumpram o piso estabelecido para o frete, entidades que representam os caminhoneiros autônomos do País aprovaram, em assembleia da categoria, o cancelamento da greve que vinha sendo articulada em razão do aumento do preço do diesel provocada pela guerra no Oriente Médio.
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O texto da MP foi negociado com os caminhoneiros e determina que, em caso de reincidência das grandes transportadoras, além das multas, as empresas podem ter o registro de funcionamento cassado.
Acordo histórico
Em vídeo divulgado nas redes sociais, representantes da categoria confirmaram o acordo. “A medida provisória atende ao pedido que, desde 2018, a gente vem fazendo e ninguém fez. Agora estamos sendo atendidos”, disse o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), Luciano Santos.
Nesta semana, líderes dos caminhoneiros vão se reunir com o governo para debater outras medidas, afirmou Wallace Landim, conhecido como Chorão, da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava). “Eu vejo como um grande avanço, onde endurece a fiscalização. E a gente vem trabalhando há mais de oito anos para conquistar isso. Então é um ganho da categoria”, explicou ele.
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