Ciclone extratropical derruba rede elétrica e mantém 1,5 milhão sem luz em SP
A Grande São Paulo viveu um novo dia de instabilidade após o vendaval que atravessou o estado com rajadas próximas de 100 km/h, provocando um apagão de grandes proporções e deixando milhões de moradores sem energia. Ao amanhecer desta quinta-feira (11), cerca de 1,5 milhão de imóveis ainda estavam às escuras, pouco mais de 1 milhão apenas na capital.
Embora 500 mil clientes tenham tido o serviço restabelecido entre quarta e o início da manhã, bairros extensos seguem sem previsão de retorno.
Sem previsão clara de normalização, a Enel, responsável pela distribuição em boa parte dos municípios paulistas, atribuiu a extensão do blecaute à combinação de um ciclone extratropical com ventos persistentes que, segundo a empresa, atingiram intensidade rara e se mantiveram por mais de 12 horas. O resultado foi a queda massiva de árvores e o rompimento de trechos inteiros da rede elétrica.
A distribuidora afirma ter mobilizado mais de 1.500 equipes, que trabalharam ao longo da madrugada para tentar reduzir o impacto. Os números revelam a dimensão do problema. Na capital, 1.025.496 unidades permaneciam sem luz.
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Em municípios da região metropolitana, a proporção é ainda mais severa: Embu-Guaçu registra mais de 60% das residências afetadas; Cotia e Juquitiba também superam 47%. Cidades populosas como Osasco, Diadema e São Bernardo acumulam dezenas de milhares de imóveis sem fornecimento.
A falta de energia atingiu também outros serviços urbanos. A CET contabilizou 265 semáforos apagados pela manhã, contribuindo para uma lentidão que chegou a 203 km. O abastecimento de água foi comprometido em vários bairros, e todos os parques municipais permaneceram fechados. A prefeitura relatou 231 quedas de árvores e aguarda apoio da Enel para liberar vias bloqueadas.
O caos climático repercutiu nos aeroportos. Em Congonhas, 181 voos foram afetados na quarta-feira; em Guarulhos, pousos foram cancelados ou alternados para outras cidades. Diante do novo apagão, o prefeito Ricardo Nunes anunciou que retomará ações na Aneel e na Justiça para cobrar providências sobre o desempenho da concessionária.
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