O jornalista Fernando Busian, integrante da equipe de comunicação do PSOL, registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo relatando estar sendo alvo de uma campanha de perseguição e ameaças de morte por parte de bolsonaristas desde a semana passada.
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As ameaças começaram após ele enviar um comunicado à imprensa sobre a troca de comando na federação PSOL-Rede para uma lista de 1,7 mil destinatários. Desde então, Bansian passou a receber mensagens e contatos de serviços funerários e empresas de segurança, a partir de um perfil falso em seu nome foi criado na plataforma GetNinjas.
A situação escalou quando os agressores enviaram mensagens mencionando especificamente a região onde ele mora e citando nominalmente sua mãe. Em uma das mensagens anônimas via WhatsApp, questionavam se ela “sabia que o filho era um lixo”.
“Só para começo de conversa: não sou filiado, nada. Inclusive, o pessoal me contratou por isso, porque já trabalhei para outros políticos, outras tendências políticas e tenho trânsito na imprensa. Então, tenho um bom nome, credibilidade. Não sou uma pessoa militante”, afirmou ele à Agência Brasil.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) emitiram notas de repúdio, classificando o episódio como “gravíssimo” e exigindo uma investigação rigorosa para identificar os responsáveis pelo vazamento de dados e pelas ameaças.
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