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Justiça?: condenado a 20 anos por matar petista em aniversário, bolsonarista cumpre um ano na prisão e volta pra casa

Em 9 de julho de 2022, Garanho invadiu a festa de aniversário de 50 anos de Arruda, que tinha como tema o PT
Jorge Guaranho: Justiça acatou pedido da defesa de ex-policial penal . Foto: reprodução/redes sociais

O ex-policial penal bolsonarista Jorge Guaranho, condenado a 20 anos de prisão em regime fechado por matar o tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu (PR), Marcelo Arruda, durante uma festa de aniversário, conquistou na Justiça o direito de cumprir a pena em regime domiciliar apenas pouco mais de um ano na cadeia.

A Vara de Execuções Penais concedeu, no último dia 17, o benefício da prisão domiciliar ao ex-agente acatando alegação da defesa sobre o estado de saúde do detento. A justificatifa é de que o Complexo Médico Penal (CMP) em Pinhais (região metropolitana de Curitiba), não teria condições de manter o preso. A mesma alegação já havia sido levantada anteriormente, em 2025, após a condenação do bolsonarista, e desmentida por médicos do sistema penitenciário do Paraná, que garantiram que o local estrutura para tratar o preso.

“Aqui é Bolsonaro”

Em 9 de julho de 2022, Garanho invadiu a festa de aniversário de 50 anos de Arruda, que tinha como tema o Partido dos Trabalhadores. Gritando “aqui é Bolsonaro”, iniciou um tiroteio atingindo o tesoureiro da legenda, que também era guarda municipal de Foz.

Ele foi preso preventivamente, logo após o crime, permanecendo sob custódia no Complexo Médico Penal (CMP) em Pinhais (região metropolitana de Curitiba), mas em setembro de 2024, antes mesmo do julgamento, a Justiça já havia concedido o benefício da prisão domiciliar pela primeira vez, alegando que o sistema prisional não tinha estrutura para tratar suas sequelas físicas.

Em fevereiro de 2025, Guaranho foi condenado pelo Tribunal do Júri a 20 anos de prisão. Com a sentença, ele voltou ao regime fechado para iniciar o cumprimento da pena.

Após cerca de 1 ano e 1 mês de cumprimento de pena em regime fechado após a condenação, a Justiça autorizou novamente a migração para o regime domiciliar com tornozeleira eletrônica.

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Ivan Santos

Jornalista com três décadas de experiência, com passagem pelos jornais Indústria & Comércio, Correio de Notícias, Folha de Londrina e Gazeta do Povo. Foi editor de Política do Jornal do Estado/portal Bem Paraná.

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