Há quase 40 anos, em 1988, o Congresso promulgou a nova Constituição brasileira – a primeira após o fim da ditadura militar e a redemocratização do País. E uma das mudanças implementadas então, após exaustivos debates, foi a redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais.
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A exemplo do que acontece hoje com a discussão da redução da jornada de 44 para 40 horas e o fim da escala 6 X 1, políticos de direita e grandes empresários já criticavam a iniciativa alegando que a mudança ia prejudicar a economia e quebrar o País. Os argumentos eram os mesmos, de que a redução ia gerar demissões e inflação. Confira:
“Estamos criando uma Constituição que vai inviabilizar o setor produtivo. Se aprovarmos tudo o que os sindicatos querem, o país vai ter que fechar para balanço. A redução da jornada é um combustível para a inflação que vai devorar o salário do próprio trabalhador.”
deputado José Lourenço (PFL-BA), líder do Centrão na Câmara;
“Não podemos transformar o Brasil numa ilha de lazer rodeada por um oceano de produtividade mundial. A jornada de 44 horas vai tornar nossos produtos caros e expulsar o Brasil do mercado internacional.”
deputado Prisco Viana (PMDB-BA);
“A economia não se faz por decreto. Reduzir a jornada por lei, e não por ganho de produtividade, é uma ilusão que se pagará com desemprego e mais inflação. O resultado será a precarização.”
Antônio Delfim Netto (PDS-SP), ex-ministro da Fazenda e ideólogo da direita;
“A pequena empresa não aguenta. Para o grande é fácil, ele automatiza. Mas o pequeno comerciante, que precisa do funcionário ali na frente, vai ter que demitir ou fechar as portas.”
deputado Guilherme Afif Domingos (PL-SP);
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