Uma manobra do líder da oposição ao governo Lula na Câmara Federal, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), adiou novamente o julgamento, pelo Conselho de Ética, dos processos contra os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) por quebra de decoro.
- Após motim bolsonarista, Câmara propõe punição imediata a quem paralisar votações “à força”
- Último a abandonar motim, Marcos Pollon chamou Motta de “bosta” e desafiou presidente da Câmara a cassá-lo
- PF investiga malas despachadas sem fiscalização em voo com Hugo Motta e Ciro Nogueira em jato de dono de bets
O líder oposicionista pediu, na terça-feira (28), vistas do processo, que se arrasta há mais de oito meses, impedindo a punição dos parlamentares investigados pela invasão da mesa diretora da Câmara em agosto do ano passado, que paralisou os trabalhos da Casa por três dias.
Na ocasião, os deputados impediram o presidente da Casa, Hugo Motta (Repub-PB) de ocupar sua cadeira no plenário para tentar forçar a votação de uma anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro e demais envolvidos na trama golpista.
O relator do processo no Conselho, deputado Moses Rodrigues (União Brasil-CE) votou por suspender por dois meses o mandato dos três parlamentares que participaram do ato.
Pollon responde ainda a outros processos relacionado ao mesmo episódio, entre eles um em que é acusado de xingar Hugo Motta de “bosta” por não ter pautado a anistia até então.
Bookmark