Um comparativo entre o custo do financimento dos filmes brasileiros “Ainda estou aqui” e “O Agente Secreto”, indicados ao Oscar e o valor pedido pela família Bolsonaro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, mostram um “superfaturamento” exponencial da produção bolsonarista.
Os números indicam que o filme do clã Bolsonaro custou 3 vezes mais do que “Ainda estou aqui”, e pelo menos 5 vezes do que “O Agente Secreto”.
De acordo com documentos divulgados nesta quarta-feira (12), pelo Intercept Brasil, Vorcaro teria repassado pelo menos US$ 10,6 milhões de um total de US$ 24 milhões prometidos ao clã Bolsonaro para financiar o filme, em negociação que teria envolvido pessoalmente o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em 2025, quando esse valor total foi negociado, isso significava o equivalente a R$ 134 milhões.
Ganhador do Oscar de melhor direção e concorrente ao de melhor atriz com Fernanda Torres, “Ainda estou aqui” custou aproximadamente US$ 8 milhões, ou cerca de R$ 45 milhões, um terço do que Vorcaro se comprometeu a repassar para o filme de Bolsonaro.
“O Agente Secreto” foi ainda mais barato: aproximadamente US$ 5 milhões, ou R$ 28 milhões, 20% do dinheiro que seria investido pelo dono do Master na produção bolsonarista.
Com um detalhe, ao contrário de “Ainda estou aqui” e “O Agente Secreto”, cujos dados dão auditados pela Ancine, não há números oficiais sobre o custo de produção de “Dark Horse”.
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