Guerra no Oriente Médio deixa rastro de 1,6 mil mortos, sendo 244 crianças
O anúncio de um cessar-fogo de duas semanas no Oriente Médio foi feito na noite de terça-feira (7) após uma escalada militar que já deixou ao menos 1,6 mil mortos no Irã, incluindo 244 crianças, além de milhares de vítimas em outros países da região.
A trégua, articulada entre Estados Unidos e Irã com mediação do Paquistão, surge em meio à pressão internacional diante do agravamento da crise humanitária e do risco de descontrole do conflito.
Os impactos da ofensiva ultrapassam o território iraniano. No Líbano, confrontos entre Israel e o Hezbollah resultaram em mais de 1,5 mil mortes. Em países do Golfo, ataques atribuídos ao Irã causaram ao menos 32 mortes. Em Israel, foram registradas 20 vítimas fatais, enquanto os Estados Unidos contabilizam 13 militares mortos e centenas de feridos desde o início das hostilidades.
Apesar do anúncio, a implementação do cessar-fogo começou sob incerteza. Na manhã desta quarta-feira (8), novos ataques com mísseis e drones foram relatados em pontos do Golfo Pérsico, indicando falhas na coordenação entre forças iranianas.
Autoridades americanas informaram a suspensão das ofensivas, enquanto o Irã sinalizou que interromperia suas operações, desde que houvesse alinhamento com seus comandos militares.
A tensão, no entanto, persiste. Sirenes voltaram a soar em Israel após a aproximação de mísseis balísticos, e países como Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos registraram novos episódios de violência. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a trégua não se aplica ao Líbano, mantendo operações contra o Hezbollah no sul do país.
No campo diplomático, o presidente Donald Trump indicou que pretende avançar na construção de um acordo mais duradouro, enquanto o Paquistão propôs novas negociações em Islamabad.
Mesmo com a instabilidade, o anúncio teve reflexos imediatos na economia global. O preço do petróleo recuou de forma significativa e bolsas internacionais reagiram em alta. Ainda assim, a segurança do Estreito de Ormuz e a efetividade do cessar-fogo permanecem sob forte incerteza.
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