O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou por um procedimento cirúrgico na sexta-feira (24), em São Paulo, para retirada de uma lesão no couro cabeludo diagnosticada como carcinoma basocelular, o tipo mais comum e menos agressivo de câncer de pele. A intervenção foi realizada no Hospital Sírio-Libanês e, segundo a equipe médica, ocorreu sem complicações.
De acordo com os profissionais responsáveis pelo acompanhamento do presidente, o tumor estava restrito à área afetada, sem sinais de disseminação para outras partes do corpo. A remoção foi considerada bem-sucedida, e o quadro clínico de Lula é descrito como estável e positivo no pós-operatório imediato.
Além da cirurgia na cabeça, o presidente também foi submetido a um procedimento no punho direito para aliviar dores no polegar. Ambas as intervenções foram realizadas no mesmo dia. A equipe médica informou que Lula não precisará de afastamento prolongado nem de restrições severas, embora tenha sido orientado a aguardar a cicatrização antes de retomar compromissos mais intensos.
Com isso, parte da agenda oficial foi ajustada. Compromissos previstos para o interior de São Paulo, incluindo visitas a Presidente Prudente e Andradina, foram adiados e devem ser retomados a partir de segunda-feira (27). Entre as atividades programadas estão a inauguração de um centro de radioterapia e anúncios relacionados à ampliação de serviços de saúde pública.
A expectativa é que o presidente retome sua rotina normalmente nos próximos dias, enquanto aguarda o resultado da biópsia da lesão retirada. Esse tipo de câncer, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), representa a maioria dos casos de câncer de pele no Brasil e costuma apresentar altas taxas de cura quando identificado e tratado precocemente, especialmente em áreas mais expostas ao sol, como cabeça e pescoço.
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