Skip to content Skip to footer

Marina Silva anuncia que governo pode judicializar derrubada de vetos ao “PL da Devastação”

**Marina Silva anuncia que governo pode judicializar derrubada de vetos ao "PL da Devastação"** **Ministra do Meio Ambiente considera inconstitucional a decisão do Congresso que derrubou 56 dos 63 vetos presidenciais à Lei do Licenciamento Ambiental** **BRASÍLIA** - A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou nesta sexta-feira (28) que o governo federal considera judicializar a decisão do Congresso Nacional que derrubou 56 dos 63 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025), classificada pela pasta como "PL da Devastação". Durante participação no programa Bom Dia Ministra, Marina Silva argumentou que a derrubada dos vetos deixará os órgãos ambientais sem capacidade de atuação e desamparará a população. "Estamos considerando fortemente [judicializar]. Porque é inconstitucional você passar por cima do artigo 225 da Constituição Federal que diz que todos os cidadãos e cidadãs têm direito a um ambiente saudável", declarou. **Demolição de regras consolidadas** Segundo a ministra, a medida representa uma "verdadeira demolição" de regras ambientais consolidadas há 50 anos nos estados e quase 40 anos no plano federal. "Uma consolidação que, ao longo dessas décadas, evitou centenas de milhares de tragédias. Todas as tragédias evitadas não têm como ser contabilizadas. A gente só olha para aquelas que, infelizmente, não foram evitadas", destacou. Marina Silva citou como exemplo crítico o retorno da Licença por Autodeclaração, que permitiria ao empreendedor declarar espontaneamente sua conformidade com a lei em casos como os desastres de Mariana e Brumadinho. **Riscos no contexto climático** A ministra alertou que a flexibilização das regras ocorre em um momento de "completo desequilíbrio climático", justamente quando seria mais necessária a proteção ambiental. Ela defendeu a manutenção do papel do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) no estabelecimento de regras gerais que orientem estados e municípios. "Quando se tem o Conselho Nacional de Meio Ambiente estabelecendo regras gerais e, a partir daí, os estados e municípios se orientando, você tem um sistema com coerência", argumentou. Para Marina Silva, o discurso de modernidade e desenvolvimento adotado para justificar as mudanças no licenciamento ambiental serve para "disfarçar retrocessos e regressões". A ministra foi enfática ao afirmar que "não há desenvolvimento sem clima equilibrado", rebatendo a argumentação de que as leis ambientais atrapalhariam o crescimento econômico. A possível judicialização marca mais um capítulo no embate entre o Executivo e o Legislativo sobre a política ambiental brasileira, com o governo defendendo a manutenção de regras mais rígidas de licenciamento e o Congresso pressionando por maior flexibilização.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou nesta sexta-feira (28) que o governo federal considera judicializar a decisão do Congresso Nacional que derrubou 56 dos 63 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025), classificada pela pasta como “PL da Devastação”.

Durante participação no programa Bom Dia Ministra, Marina Silva argumentou que a derrubada dos vetos deixará os órgãos ambientais sem capacidade de atuação e desamparará a população. “Estamos considerando fortemente [judicializar]. Porque é inconstitucional você passar por cima do artigo 225 da Constituição Federal que diz que todos os cidadãos e cidadãs têm direito a um ambiente saudável”, declarou.

Segundo a ministra, a medida representa uma “verdadeira demolição” de regras ambientais consolidadas há 50 anos nos estados e quase 40 anos no plano federal. “Uma consolidação que, ao longo dessas décadas, evitou centenas de milhares de tragédias. Todas as tragédias evitadas não têm como ser contabilizadas. A gente só olha para aquelas que, infelizmente, não foram evitadas”, destacou.

Marina Silva citou como exemplo crítico o retorno da Licença por Autodeclaração, que permitiria ao empreendedor declarar espontaneamente sua conformidade com a lei em casos como os desastres de Mariana e Brumadinho.

A ministra alertou que a flexibilização das regras ocorre em um momento de “completo desequilíbrio climático”, justamente quando seria mais necessária a proteção ambiental. Ela defendeu a manutenção do papel do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) no estabelecimento de regras gerais que orientem estados e municípios.

“Quando se tem o Conselho Nacional de Meio Ambiente estabelecendo regras gerais e, a partir daí, os estados e municípios se orientando, você tem um sistema com coerência”, argumentou.

Para Marina Silva, o discurso de modernidade e desenvolvimento adotado para justificar as mudanças no licenciamento ambiental serve para “disfarçar retrocessos e regressões”. A ministra foi enfática ao afirmar que “não há desenvolvimento sem clima equilibrado”, rebatendo a argumentação de que as leis ambientais atrapalhariam o crescimento econômico.

Bookmark

Aquiles Marchel Argolo

Jornalista, escritor, fã de cultura pop, antirracista e antifascista. Apaixonado por comunicação e tudo que a envolve. Sem música a vida seria impossível!

Mais Matérias

Após dezenas de casos de aborto entre trabalhadoras, frigorífico dono da Sadia e Perdigão fecha acordo com MPT em Mato Grosso

Investigação revelou que, entre 2019 e 2025, foram registrados 77 abortos confirmados e 113 partos prematuros relacionados a funcionárias da empresa
18 mar 2026

Guerra no Irã: chefe antiterrorismo dos EUA desmascara Trump e renuncia

“Não posso, em sã consciência, apoiar a guerra em curso no Irã”, afirmou ex-diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo

Deputados do PL que cobravam propina para liberar emendas são condenados por corrupção

Propina de 25% para liberarem recursos de emendas ao Orçamento federal para obras e projetos em municípios
18 mar 2026

PF rastreia repasses milionários ligados a esquema de intimidação de Vorcaro

Dados enviados ao Coaf apontam indícios de ocultação de beneficiários
18 mar 2026

Operação milionária liga família de Hugo Motta ao Banco Master

Operação envolve terreno milionário em João Pessoa e financiamento do banco de Daniel Vorcaro

Como você se sente com esta matéria?

Vamos construir a notícia juntos

Deixe seu comentário