O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, nesta quinta-feira (23), a soltura do funkeiro MC Ryan SP, preso desde o dia 15 durante uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro.
A decisão, assinada pelo ministro Messod Azulay Neto, atinge também outros investigados que estejam na mesma condição jurídica, abrindo caminho para a liberação de nomes como MC Poze do Rodo e influenciadores digitais ligados ao caso.
O artista estava detido no Centro de Detenção Provisória de Belém, na zona leste de São Paulo. A ordem de soltura foi concedida por meio de habeas corpus após o magistrado considerar irregular o prazo da prisão temporária.
Segundo o entendimento do relator, houve divergência entre o pedido inicial da Polícia Federal, que solicitava cinco dias de detenção, e a decisão judicial que autorizou 30 dias, período já extrapolado.
A investigação que levou às prisões faz parte da Operação Narco Fluxo, desdobramento de apurações iniciadas ainda em 2025. O foco é uma organização suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de apostas ilegais, rifas digitais, tráfico internacional de drogas e uso de empresas de fachada, além de transações com criptomoedas e remessas ao exterior.
De acordo com a Polícia Federal, o avanço do caso ocorreu após a análise de arquivos armazenados em nuvem ligados a um operador financeiro apontado como peça-chave do grupo. Os dados permitiram mapear a estrutura da organização, identificar seus integrantes e rastrear a circulação de recursos.
As autoridades sustentam que MC Ryan SP teria papel central no esquema, sendo apontado como principal beneficiário financeiro. Já outros investigados atuariam na intermediação, distribuição de valores e promoção das atividades ilícitas, inclusive por meio de redes sociais.
Durante a operação, foram apreendidos bens de alto valor, como veículos de luxo, joias, dinheiro em espécie e equipamentos eletrônicos, além do bloqueio de valores que ultrapassam R$ 1,6 bilhão. As defesas afirmam que ainda não tiveram acesso completo ao processo e negam irregularidades.
Bookmark