Um integrante do grupelho de extrema-direita MBL que se identifica nas redes sociais como @RenatoIMPERA publicou no X (antigo Twitter), comentários sobre a morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, chamando o mascote de “lixo de cachorro” e dizendo ainda ter “nojo” de quem pede justiça para o animal.
“Desde o caso Carlinhos, que foi abafado por causa da morte de um lixo de cachorro, o nojo que eu sinto desse pânico moral em torno de crueldade animal é indescritível”, afirmou ele em publicação feita no último sábado (24).
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Comoção
Em outras postagens, ele ironiza a comoção popular diante do episódio, comparando com a suposta reação a caso Carlinhos, referindo-se ao adolescente autista Carlos Teixeira, de 13 anos, que morreu após sofrer agressões em uma escola 19 de março de 2025, no bairro Colônia Terra Nova, em Manaus (AM).
Segundo as investigações, o suspeito do crime é um ex-militar identificado como Aldon Saraiva de Oliveira. Em novembro de 2025, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) denunciou o agressor por lesão corporal, pedindo também indenização por danos morais à vítima.
“Cachorreiro histérico”
Na última segunda-feira (26), o mesmo Renato publicou ainda que “ah se soubesse antes que larpar de cachorreiro histérico seria o suficiente pra fazer com que viado e puta se tornassem punitivistas HAHSHSHSHSHSH”.
Dois dias antes, ele também usou termos chulos para se referir a quem pede punição para os que mataram o cãozinho inocente. A investigação da Polícia Civil aponta que Orelha teria sido barbaramente assassinado por quatro adolescentes na praia Brava, em Florianópolis (SC). “Enfia o cadáver desse cachorro no seu cu verme”, escreveu Renato no sábado (24).
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