Interessante notar certos detalhes de como a grande imprensa brasileira opera.
Nas duas primeiras chamadas dos editoriais do vetusto e centenário diário paulista há alvos diretos e nomeados: na primeira, “o lulopetismo”; na segunda: o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

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Já na terceira, ao falar da crise hídrica que vive São Paulo: ou seja a falta dágua após a venda da Sabesp a preço de banana (“privatiza que melhora”), não há nenhuma menção ao governador carioca de SP, o bolsonarista Tarcísio de Freitas, pré-candidato à Presidência preferido dos faria limers, grandes empresários, e da parte do agro que está sempre querendo “passar a boiada” no meio ambiente.
É como se essa crise hídrica (falta dágua) fosse um episódio menor, que acontece em uma espécie de limbo sob responsabilidade de ninguém. A chamada se limita a nomear uma entidade inefável: “as autoridades”.
É dois pesos e duas medidas que fala?
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