Bianca Medeiros, cunhada do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), recorreu a um financiamento de pelo menos R$ 22 milhões junto ao Banco Master, em março de 2024, para viabilizar a compra de uma área extensa na capital paraibana.
Poucos dias antes de firmar o contrato, Bianca assumiu o controle integral de uma empresa de participações que, até então, tinha capital reduzido. Na sequência, utilizou essa estrutura empresarial como garantia para obter o crédito.
O recurso foi aplicado na aquisição de um terreno com mais de 400 hectares, onde funcionava uma antiga fábrica de cimento desativada. A área foi negociada por cerca de R$ 45 milhões, embora registros oficiais indiquem valor fiscal superior a R$ 100 milhões.
A compra foi realizada por meio de diferentes empresas ligadas à empresária, que passaram a dividir a titularidade dos imóveis. Posteriormente, houve novo investimento milionário em uma dessas companhias, ampliando a participação societária vinculada ao grupo.
O caso representa a primeira ligação conhecida entre integrantes do círculo familiar de Hugo Motta e o Banco Master. Em manifestação, Bianca afirmou que a operação seguiu parâmetros comuns de mercado, com garantias compatíveis e sem qualquer vínculo empresarial com o deputado.
Motta também negou participação nas empresas envolvidas e disse não manter relação financeira com a instituição.
Além da operação, vieram à tona informações sobre um encontro recente entre o parlamentar e o controlador do banco. Mesmo assim, Motta descartou a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar o caso.
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