Prédio que escolheria novo líder do Irã é destruído
A escalada militar envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã ganhou novos contornos nesta semana, com ataques direcionados a estruturas centrais do poder em Teerã e na cidade sagrada de Qom. Entre os alvos atingidos está o prédio que abriga a Assembleia de Peritos, colegiado responsável por conduzir o processo de escolha do novo líder supremo iraniano, após a morte de Ali Khamenei no último sábado. Também houve investidas contra áreas próximas ao palácio presidencial.
A agência iraniana Mehr informou que o edifício em Qom foi atingido. O grupo reúne tradicionalmente 88 líderes religiosos encarregados de definir o comando máximo da República Islâmica. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a presença dos aiatolás no local no momento do bombardeio.
Veículos da imprensa israelense afirmaram que o encontro estaria em andamento, mas sem detalhar possíveis vítimas. O governo iraniano divulgou imagens da destruição e sustenta que o prédio estava vazio.
As Forças de Defesa de Israel anunciaram uma ofensiva em larga escala contra infraestruturas estratégicas na capital iraniana e em outras regiões do país. Segundo autoridades iranianas ouvidas por veículos internacionais, os ataques têm ocorrido de forma contínua e já alcançaram mais de 150 cidades.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que a campanha militar seguirá ativa, inclusive com ações contra o Hezbollah no Líbano.
Israel também informou ter atingido instalações industriais ligadas à produção de armamentos, com foco em estruturas associadas a mísseis balísticos. Em Washington, o presidente Donald Trump afirmou que a ofensiva comprometeu sistemas de defesa e lideranças iranianas, sinalizando que não há espaço imediato para negociações.
Em resposta, o embaixador iraniano na ONU, Ali Bahreini, declarou em Genebra que não vê utilidade na retomada do diálogo.
Desde o fim de semana, segundo o governo norte-americano, já foram realizados cerca de 1,7 mil ataques. Reino Unido e França anunciaram reforços militares no Chipre, enquanto Teerã advertiu que continuará a reagir, mirando interesses financeiros no Golfo.
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