Um policial militar do Paraná, conhecido nas redes sociais como Sancho Loko, foi preso na terça-feira (7) durante uma operação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em Curitiba. A ação investiga a possível participação dele e de outros dois agentes em uma série de crimes, incluindo tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica.
A ofensiva ocorreu na capital paranaense e envolveu o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, autorizados pela Justiça Militar. Três deles foram executados nas casas dos investigados, enquanto o quarto teve como alvo a unidade da Polícia Militar onde os agentes atuam. A operação contou com o apoio da Corregedoria da corporação.
Durante as diligências, os investigadores recolheram celulares e dispositivos eletrônicos que serão analisados para aprofundar as apurações. Nas residências de dois dos envolvidos, foram encontradas munições sem registro e dinheiro em espécie.
Já dentro do batalhão, em compartimentos sem identificação, foram localizados simulacros de armas, munições irregulares e porções de drogas, como maconha, crack e cocaína.
O policial preso também atua como influenciador digital e reúne mais de 260 mil seguidores nas redes sociais, onde compartilha conteúdos relacionados à rotina policial e treinamentos.
A defesa do agente sustenta que ele não cometeu irregularidades e afirma que os materiais apreendidos fazem parte de suas atividades como instrutor de tiro. Segundo o advogado, a prisão ocorreu em meio a uma fase inicial de apuração e a expectativa é de que a situação seja esclarecida durante a audiência de custódia.
Em nota, a Polícia Militar do Paraná informou que abriu procedimento interno para investigar o caso. A corporação declarou ainda que não tolera desvios de conduta e que seguirá apurando os fatos com base nos princípios legais e disciplinares.
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