Mesmo sem sinal verde do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para a criação de uma CPI exclusiva sobre o Banco Master, parlamentares articulam alternativas para manter o caso sob investigação na Casa. A estratégia tem avançado por diferentes comissões e pode levar o empresário Daniel Vorcaro a prestar esclarecimentos em mais de um colegiado.
O controlador do banco chegou a ter depoimentos agendados na CPI mista do INSS e na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), mas não compareceu. O ministro André Mendonça, atual relator do processo no Supremo Tribunal Federal, entendeu que Vorcaro não era obrigado a atender à convocação da CPI e barrou pedido para uso de aeronave particular rumo a Brasília.
Além da CPI do INSS, presidida por Carlos Viana, e da CAE, comandada por Renan Calheiros, a CPI do Crime Organizado, sob direção de Fabiano Contarato e relatoria de Alessandro Vieira, também incluiu o banco em sua agenda.
Cada colegiado atua com foco distinto: enquanto a CPI do INSS examina suspeitas envolvendo empréstimos consignados, a CAE estruturou um grupo de trabalho para avaliar falhas regulatórias e eventuais fragilidades no sistema financeiro.
Nos bastidores, cresce a pressão para instalação de uma CPI própria do Master. Dois requerimentos já reúnem assinaturas suficientes, mas a decisão final cabe a Alcolumbre. Senadores admitem que o tema se tornou sensível em ano eleitoral, com potencial de atingir diferentes partidos.
Paralelamente, a CPI do Crime Organizado discute possíveis conexões entre o banco, escritórios de advocacia e autoridades públicas, ampliando o escopo das apurações. A tendência é de novos requerimentos de convocação nos próximos dias, mantendo o caso no centro das tensões políticas em Brasília.
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