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Servidor bolsonarista é preso por 18 ataques a ônibus: “fiz para consertar o Brasil”

Servidor confessou os crimes durante interrogatório, afirmando que agiu para "tirar o país do buraco", mas admitiu que "fez merda". (Foto: SSP/divulgação)

O criminoso agia na região da Grande São Paulo; nas redes sociais, atacava Lula e Alexandre de Moraes

Um servidor público de 68 anos, identificado como Edson Aparecido Campolongo, foi preso nesta terça-feira (22) acusado de ser o autor de 18 ataques a ônibus na Grande São Paulo. Motorista da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) há mais de 30 anos, ele confessou os crimes durante interrogatório, afirmando que agiu para “tirar o país do buraco”, mas admitiu que “fez merda”.

Segundo a Polícia Civil, Edson usava estilingues e bolas de aço para danificar os veículos, escolhendo alvos “aleatoriamente”. Parte do material foi comprada ainda em 2023. Ele também recrutou o irmão, Sérgio Aparecido Campolongo, de 56 anos, que participou de pelo menos dois ataques e agora está foragido. Com a prisão de Edson, sobe para 15 o número de detidos no caso.

A polícia chegou até Edson após rastrear um Volkswagen Virtus branco visto em cenas de crimes. O carro era da frota oficial do governo, usado por ele no deslocamento diário entre São Bernardo do Campo e a capital paulista. Nas redes sociais, Edson mantinha um perfil ativo, com críticas frequentes ao presidente Lula e ao ministro Alexandre de Moraes. Dois dias antes da prisão, ainda compartilhava vídeos no Facebook.

O delegado Domingos Paulo Neto, da Seccional de São Bernardo, relatou que, apesar da justificativa inicial de “consertar o Brasil”, Edson reconheceu que seus atos foram equivocados. A Justiça acatou o pedido de prisão preventiva contra ele e o irmão.

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Redação BFC

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