Em 2007, Flávio Bolsonaro elogiou milícias; em 2008, votou contra CPI
Pré-candidato do PL à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro lançou, na semana passada, com “pompa e circunstância”, seu plano de governo para a área de segurança. Batizado de “Brasil sem medo”, o plano inclui classificar facções criminosas e milícias como organizações terroristas.
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No passado, o mesmo Flávio condecorou milicianos e elogiou o papel deles como supostos “protetores” da segurança para comunidades carentes do RJ. “A milícia nada mais é do que um conjunto de policiais, militares ou não, regidos por uma certa hierarquia e disciplina, buscando, sem dúvida, expurgar do seio da comunidade o que há de pior: os criminosos”, disse ele em discurso na Assembleia Legislativa fluminense quando ainda era deputado estadual.
No ano seguinte, quando o então deputado estadual Marcelo Freixo propôs a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os crimes e ramificações políticas das milícias no RJ, Flávio Bolsonaro votou contra a abertura das investigações.
Em 2003, Flávio Bolsonaro concedeu uma moção de louvor a policial militar Adriano da Nóbrega. Em 2005, condecorou o mesmo PM com a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria concedida pelo estado do Rio de Janeiro. Quando recebeu a honraria, o PM, que se tornou o chefe do “Escritório do Crime”, estava preso preventivamente sob a acusação de homicídio contra o guardador de carros ocorrido em 2004.
Adriano acabou sendo absolvido desse crime anos depois, em 2007, retornando temporariamente à PM antes de ser expulso em 2014 por envolvimento com o jogo do bicho. Em 2020, ele foi morto em confronto com a polícia na Bahia, em uma operação suspeita de “queima de arquivo”.
Até 2018, Flávio também empregou, em seu gabinete da Assembleia, a mãe e a então esposa de Adriano, como assessoras, com salários de R$ 6,4 mil cada.
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