Skip to content Skip to footer

STF condena “kids pretos” por plano de matar Lula, Alckmin e Moraes

Cristiano Zanin afirmou que os acusados “caçavam” autoridades e tentavam convencer generais a aderir ao golpe
Moraes: plano homicida só não foi à frente por falta de adesão do comando do Exército. Foto: Rosinei Coutinho/STF

Em um julgamento histórico, a Primeira Turma do STF condenou, nesta terça-feira (18), por unanimidade, nove réus do chamado Núcleo 3 da trama golpista pós-eleição de 2022.

Forças especiais

O grupo, formado por oito militares das Forças Especiais do Exército conhecidos como “kids pretos” e um policial federal, foi considerado culpado de planejar os assassinatos do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes.

Eles foram condenados por organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Apenas o general Estevam Theóphilo foi absolvido por insuficiência de provas. Os militares Márcio Nunes de Resende Júnior e Ronald Ferreira de Araújo Júnior tiveram penas reduzidas ao serem reclassificados para incitação ao crime e associação criminosa.

Além deles, fazem parte deste núcleo os réus: Bernardo Romão Correa Netto (coronel); Fabrício Moreira de Bastos (coronel); Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel); Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel); Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel); Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel); e Wladimir Matos Soares (policial federal).

Caçada

Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes destacou que o atentado só não ocorreu por “circunstâncias alheias à vontade dos réus”, como a recusa do alto comando do Exército. Ele citou provas robustas: mensagens de WhatsApp, áudios, listas de alvos e planejamento de uso de fuzis 762 e 556 perfurantes, além de explosivos.

Cristiano Zanin afirmou que os acusados “caçavam” autoridades e tentavam convencer generais a aderir ao golpe. Cármen Lúcia reforçou a tentativa de instigar as Forças Armadas contra a Constituição. Flávio Dino classificou o julgamento como histórico: o primeiro no Brasil a punir judicialmente uma tentativa de golpe de Estado.

“Em um novembro como este, em 1823, houve o primeiro golpe de Estado no Brasil, com o fechamento da Constituinte daquele ano. É o primeiro julgamento judicial que se processa no Brasil em relação a golpes e contragolpes”, afirmou.

Bookmark

Ivan Santos

Jornalista com três décadas de experiência, com passagem pelos jornais Indústria & Comércio, Correio de Notícias, Folha de Londrina e Gazeta do Povo. Foi editor de Política do Jornal do Estado/portal Bem Paraná.

Mais Matérias

17 abr 2026

Renato Freitas: o negro, pobre, favelado que enfrentou e venceu os coronéis do Paraná

De alvo da direita a algoz de poderosos, deputado do PR sobreviveu a processos de cassação e se tornou uma das lideranças mais desafiadoras da esquerda no País
16 abr 2026

Brasil Quer Mais Tempo: conheça e participe da campanha pelo fim da escala 6×1

Movimento nacional aposta em pressão popular para acelerar discussão sobre jornada no Congresso
17 abr 2026

Adeus ao “Mão Santa”: Oscar Schmidt morre e deixa legado histórico

Ex-jogador era recordista mundial de pontos e referência do basquete brasileiro
17 abr 2026

Crueldade: cachorro caramelo comunitário é baleado por policial no RJ

Moradores locais acusam um policial que reside no bairro de ter efetuado o disparo por não gostar de animais
17 abr 2026

Tarcísio participou de jantar com empresário do funk preso em operação da PF

Encontro ocorreu meses antes de prisão em investigação que apura movimentações bilionárias com elo no crime organizado
17 abr 2026

Brasil registra mais de 1 milhão de atendimentos por violência contra mulheres

Dados oficiais mostram avanço das denúncias e rotina de agressões, principalmente dentro de casa

Como você se sente com esta matéria?

Vamos construir a notícia juntos

Deixe seu comentário