Trump concede perdão a aliados envolvidos em tentativa de fraude eleitoral de 2020
Neste domingo (09), o advogado do Departamento de Justiça da Casa Branca, Ed Martin, respondeu uma publicação em sua no X que dizia “Nenhum Maga será deixado para trás” com o comentário: “Importante perdão aos eleitores alternativos de 2020!!”.
O procurador estava se referindo ao perdão que concedeu aos aliados do presidente condenados por fraude eleitoral em 2020, os “Maga”, em referência ao slogan de campanha de Trump: “Make América Great Again”.
Donald Trump concedeu por meio do Departamento de Justiça perdão a dezenas de aliados e advogados envolvidos na tentativa de reverter o resultado das eleições de 2020, vencidas por Joe Biden.
Entre os beneficiados estão Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York e um dos principais articuladores da campanha republicana naquele pleito; e outros 76 aliados políticos acusados de participar de uma conspiração para fraudar o processo eleitoral.
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Em nota oficial, o Governo Trump destacou que os perdoados ficam isentos de acusações: “relacionadas à criação, organização ou participação em listas alternativas de eleitores presidenciais, bem como por ações destinadas a expor supostas fraudes ou vulnerabilidades nas eleições de 2020”.
A justificativa se apoia na prerrogativa constitucional que concede ao presidente dos Estados Unidos o poder de perdoar crimes federais — com exceção de casos ligados a impeachment ou delitos de competência estadual.
Trump, no entanto, negou que o perdão se estenda a ele próprio, afirmando que “não tem nada do que ser perdoado”. A declaração reacendeu críticas de juristas e opositores, que o acusam de usar o instrumento presidencial para proteger aliados e reescrever a narrativa sobre a tentativa de subversão democrática. O ex-presidente já havia concedido 1.500 perdões a invasores do Capitólio, em 2021.
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