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Trump posta mapa com Groenlândia, Canadá e Venezuela “anexados” aos EUA

(Imagem: X/reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a provocar repercussão internacional ao divulgar, nesta terça-feira (20), uma imagem nas redes sociais que sugere a ampliação do território americano. Na montagem, atribuída a ferramentas de inteligência artificial, Groenlândia, Canadá e Venezuela aparecem incorporados aos Estados Unidos, sem qualquer explicação oficial que acompanhasse a publicação.

A divulgação ocorre em meio à intensificação do discurso do governo americano sobre a Groenlândia, território autônomo vinculado à Dinamarca. Nos últimos dias, Trump passou a pressionar aliados europeus com a ameaça de impor tarifas comerciais progressivas sobre produtos de países do continente caso não haja um entendimento que permita aos EUA assumir o controle da ilha.

As medidas, que começariam com alíquotas menores em fevereiro e poderiam chegar a patamares elevados em junho, atingiriam economias centrais da Europa Ocidental e do Norte.

A reação no continente foi imediata. Autoridades classificaram a iniciativa como inaceitável e passaram a discutir respostas coordenadas. Governos apontaram que a retórica americana ultrapassa limites diplomáticos ao atingir parceiros históricos e integrantes da OTAN. A União Europeia, por sua vez, avalia acionar mecanismos de defesa comercial diante do que considera coerção econômica.

Trump sustenta que a Groenlândia tem importância estratégica para a segurança nacional dos Estados Unidos e não descarta adotar medidas mais duras caso encontre resistência. A postura amplia um clima de tensão sem precedentes recentes entre Washington e capitais europeias.

As referências ao Canadá e à Venezuela também reforçam o tom provocativo. O presidente americano tem tratado o vizinho do norte como uma possível extensão territorial, discurso que gerou forte reação da sociedade canadense e impactos políticos internos.

Já em relação à Venezuela, Trump retoma uma lógica de influência hemisférica ao colocar o país sul-americano no centro de sua estratégia regional, em meio a interesses energéticos e demonstrações de poder na América Latina.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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