Operação da PF provoca ruptura na defesa de Ciro Nogueira
O senador Ciro Nogueira deixou de ser representado pelo escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados no inquérito que apura supostos repasses ligados ao caso Banco Master. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (11), poucos dias após a operação da Polícia Federal que colocou o parlamentar no centro das investigações conduzidas na quinta fase da Operação Compliance Zero.
De acordo com a banca, a saída ocorreu de forma consensual. Até então, a defesa do senador era conduzida pelo advogado Antônio Carlos Almeida Castro, que havia negado publicamente qualquer transferência irregular de dinheiro ao presidente nacional do Progressistas. Segundo a Polícia Federal, a apuração identificou supostos repasses mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, que teriam sido coordenados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
Os investigadores afirmam ter encontrado mensagens trocadas entre Vorcaro e seu primo, Felipe Cançado Vorcaro, discutindo os valores dos repasses. Durante a ação deflagrada pela Polícia Federal na semana passada, Felipe acabou incluído entre os alvos de prisão temporária autorizados pela investigação.
Segundo a apuração da Polícia Federal, os pagamentos teriam ligação com uma estrutura descrita como “parceria BRGD/CNLF”. Conforme a investigação, os recursos teriam saído da BRGD S.A., empresa ligada à família Vorcaro, e sido direcionados à CNLF Empreendimentos Imobiliários, companhia vinculada ao núcleo familiar do senador e citada no inquérito da PF.
A empresa está registrada em nome de Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do senador Ciro Nogueira. Ele também entrou na mira da operação e foi submetido a medidas cautelares impostas pelo ministro André Mendonça, incluindo monitoramento por tornozeleira eletrônica, limitação de deslocamentos e proibição de exercer atividades econômicas e financeiras.
As investigações também citam o envolvimento do senador na chamada “emenda Master”, que propunha ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ciro Nogueira rebate as suspeitas e sustenta que não houve recebimento de benefícios irregulares.
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