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Uísque, jantar de R$ 66 mil e carne folheada a ouro: os “mimos” do dono do Master “amigãozão” de Flávio Bolsonaro a Cláudio Castro

A Polícia Federal (PF) identificou mensagens trocadas entre o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no âmbito de uma investigação que apura supostas irregularidades em aportes milionários do fundo previdenciário estadual (Rioprevidência) na instituição financeira.

As conversas revelam que Vorcaro custeou luxos para o então governador durante agendas oficiais em Nova York, entre 2023 e 2024, na mesma época em que o governo fluminense investia centenas de milhões de reais em fundos do Master.

Em maio de 2023, Castro participou, a convite do banqueiro, de um jantar em Nova York, no badalado restaurante Nusr-Et Steakhouse, conhecido pelas carnes folheadas a ouro do chef Salt Bae. A conta somou US$ 13,3 mil, cerca de R$ 66 mil.

As mensagens mostram Vorcaro encaminhando o endereço do restaurante e, posteriormente, pergunta: “Deu certo aí?”. Uma hora depois, Cláudio Castro, respondeu: “Deu sim amigo. Muito obrigado. Amigo, foi uma experiência incrível. Muito obrigado”.

Um ano depois, Vorcaro providenciou uma nova reserva no mesmo restaurante, com a presença VIP do proprietário. Seu assessor o avisou que o chef estaria no local, ao que o banqueiro orientou a pedir pratos caros para chamar atenção. Ao combinar com o governador, Daniel Vorcaro avisa que está fazendo a reserva e acrescenta: “Bom que o homem [o chef] está lá hoje”. Cláudio Castro responde: “Aí sim”. Na sequência, o governador bolsonarista completa: “Vc não existe.”

Na mesma viagem de 2024, os dois combinaram uma participação em um evento restrito e de altíssimo valor, avaliado em US$ 1 milhão, no The Carnegie Club. Daniel Vorcaro: “Haverá um evento pequeno. Degustação de whisky. […] Só homens. Serão 10 pessoas apenas”. Cláudio Castro respondeu: “Que horas e onde?”. Vorcaro então envia detalhes do local e recebe uma resposta: “Eu vou.”

A PF aponta forte correlação temporal entre esses encontros e agrados privados e a liberação de aportes financeiros do Rioprevidência em papéis do Banco Master, como uma aplicação de R$ 80 milhões efetuada exatamente um dia após a degustação de uísque.

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