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Velha mídia esconde rombo de R$ 120 bilhões deixado por Bolsonaro e coberto por Lula

Um dos “cavalos de batalha” da velha mídia conservadora brasileira nesta campanha eleitoral tem sido questionar o presidente Lula sobre a situação fiscal do governo federal. A mesma imprensa tradicional que insiste nessa ladainha se calou, em 2022, sobre o rombo de mais de R$ 120 bilhões deixado pelo governo de Jair Bolsonaro e seu “Posto Ipiranga” e ministro da Economia, Paulo Guedes, na tentativa frustrada de se reeleger.

No final de 2021, Bolsonaro propôs e o Congresso aprovou a PEC dos Precatórios, que estabeleceu um teto anual para a quitação dessas dívidas judiciais transitadas em julgado, o que gerou um represamento forçado de pagamentos entre 2022 e 2023. Em novembro de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e declarou o teto dos precatórios inconstitucional.

Em dezembro de 2023, o governo Lula teve que abrir um crédito extraordinário por meio da Medida Provisória nº 1.200 para quitar integralmente o estoque acumulado de calotes e encargos moratórios, no valor exato de R$ 93,14 bilhões, deixado por Paulo Guedes e Bolsonaro.

Além disso, ainda na tentativa desesperada de se reeleger, Bolsonaro também forçou a redução unilateral do ICMS sobre combustíveis. Isso gerou uma perda de arrecadação de R$ 27 bilhões aos estados. Na época, governadores bolsonaristas como Tarcísio de Freitas (Repub-SP), Romeu Zema (Novo-MG) e Ratinho Jr (PSD-PR) ficaram quietinhos. Passada a eleição e derrotado Bolsonaro, foram cobrar a compensação das perdas do governo Lula.

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