Voto sob pressão? Empresas distribuem santinhos de Flávio Bolsonaro a funcionários
Duas empresas do interior de São Paulo são acusadas de promover propaganda eleitoral em favor de Flávio Bolsonaro (PL) e outros candidatos do partido entre seus funcionários. A distribuição de materiais impressos e mensagens pelo WhatsApp ocorreu em 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno das eleições, conforme informações do ICL Notícias.
As empresas envolvidas são a Constroleo, localizada em Gália, e a Mandaguai, sediada em Garça, ambas administradas por integrantes da mesma família. A legislação eleitoral estabelece restrições à propaganda nos ambientes profissionais e proíbe práticas que configurem constrangimento ou pressão sobre trabalhadores.
Na Mandaguai, a sócia-administradora Marisa Cristina Aparecida Mancini de Oliveira utilizou um grupo corporativo de WhatsApp para recomendar candidatos à Presidência, ao governo paulista, ao Senado e à Câmara dos Deputados. Entre os nomes apresentados estavam Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Guilherme Derrite, André do Prado, Vinícius Carvalho e Letícia Aguiar.
A mobilização também ocorreu presencialmente na Constroleo, onde trabalhadores receberam santinhos eleitorais ao deixar o expediente. Segundo o relato, uma funcionária responsável pela vigilância foi orientada a entregar os materiais aos empregados.
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A legislação prevê responsabilização de empregadores quando há utilização da relação profissional para influenciar escolhas políticas, especialmente mediante pressão ou intimidação. Dependendo das circunstâncias e da comprovação das irregularidades, as consequências podem incluir multas e indenizações por danos morais coletivos.
As duas companhias também possuem antecedentes de disputas trabalhistas envolvendo pagamentos, jornadas e direitos de funcionários. Em processos anteriores, decisões judiciais reconheceram parcialmente reivindicações apresentadas por trabalhadores contra as empresas.
Procurados pela reportagem, os responsáveis pelas duas companhias não apresentaram esclarecimentos sobre a distribuição da propaganda eleitoral. Até o momento, não há informação sobre eventual investigação ou punição relacionada especificamente ao episódio denunciado.
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