O que era para ser um simples café da tarde entre colegas terminou em um caso de polícia em Santa Cecília, no Oeste de Santa Catarina. 12 servidores de um pronto-atendimento passaram mal após o consumo de um refrigerante levado por uma mulher na última terça-feira (21). Em poucos minutos, começaram a sentir tontura, sonolência, vômitos, inchaço abdominal e dificuldade para falar.
As vítimas, entre elas médicos, enfermeiros, técnicos, farmacêuticos e funcionários administrativos, foram encaminhadas para unidades de saúde da região. Oito precisaram ser internadas e duas chegaram a voltar ao trabalho dias depois, mas voltaram a apresentar sintomas e foram hospitalizadas novamente. No sábado (25), a Secretaria Municipal de Saúde informou que todos haviam recebido alta.
A Polícia Civil investiga se o refrigerante foi adulterado e o que teria motivado o possível envenenamento. Amostras do líquido foram enviadas para análise da Polícia Científica, que deve confirmar se havia substância tóxica na bebida.
- Ministério da Saúde reforça estoques de antídotos contra intoxicação por metanol em todo o país
- Fábrica clandestina é descoberta após mortes por metanol no ABC Paulista
- Governo Federal cria comitê contra crise do metanol após mortes e 217 casos suspeitos
Dois suspeitos foram presos: uma mulher, que levou o refrigerante ao local, e o sobrinho dela, funcionário do pronto-atendimento. O homem estava afastado desde o início de outubro, após denúncia de importunação sexual feita por colegas. Câmeras de segurança registraram o momento em que a mulher entra na unidade com a garrafa nas mãos.
A polícia cumpriu mandados de busca nas residências dos investigados e apreendeu materiais que podem ajudar a esclarecer o caso. Por enquanto, a motivação não foi revelada.
Bookmark