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Pego com “a boca na botija”, Flávio Bolsonaro alega “engano” e culpa estagiário

“Pego com a boca na botija” é uma expressão popular que se refere a alguém que é flagrado no exato momento em que está fazendo algo errado, proibido ou ilícito. Pois foi justamente isso que aconteceu com o senador e pré-candidato da extrema-direita à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-SP).

Pego em flagrante usando dinheiro público para custear viagem de evento de sua pré-campanha, o filho de Jair Bolsonaro alegou que tudo não passou de um “equívoco” e culpou sua assessoria pelo “erro”.

Faria Lima

No dia 11 de dezembro de 2025, Flávio viajou junto com um assessor para São Paulo, onde participou de um almoço com cerca de 30 investidores e clientes de um banco na “Faria Lima”.

Acontece que o dinheiro que o senador usou para fazer campanha saiu do nosso bolso. O Senado pagou cerca de R$ 13,6 mil em passagens aéreas para ele e seu assessor, Fernando Nascimento Pessoa.

Amnésia

Flávio, coitado, parece ter esquecido que a cota parlamentar é destinada a despesas relacionadas ao exercício do mandato, como atividades legislativas, e não deve ser usada para fins eleitorais ou partidários.

Para explicar o episódio ele divulgou uma singela nota: “O senador Flávio Bolsonaro informa que a assessoria cometeu um equívoco ao pedir o ressarcimento da viagem. Esse erro já foi corrigido e o Senado será reembolsado pelo parlamentar.”

Cai quem quer.

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