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Sete anos depois de Brumadinho, novo episódio com lama reacende alerta em Minas Gerais

Um reservatório ligado às operações da Vale transbordou na madrugada deste domingo (25) na região entre Ouro Preto e Congonhas, na área central de Minas Gerais, provocando uma enxurrada de água misturada com sedimentos minerais. O fluxo avançou sobre instalações industriais da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), mas, até o momento, não há registro de feridos.

Segundo informações confirmadas pelas autoridades locais, o episódio ocorreu em uma cava da mina de Fábrica, estrutura utilizada para a extração mineral. O grande volume de chuva registrado no sábado (24) teria contribuído para o extravasamento, já que o reservatório não suportou a quantidade de água acumulada. Ao todo, cerca de 263 mil metros cúbicos de água com sedimentos teriam sido liberados, de acordo com dados do Corpo de Bombeiros.

A lama atingiu áreas operacionais da unidade Pires, pertencente à CSN Mineração, causando alagamentos em setores como almoxarifado, oficinas, acessos internos e áreas de embarque. A empresa informou que suas estruturas de contenção funcionam normalmente e que acompanha a situação desde os primeiros momentos.

Em Congonhas, o prefeito Anderson Cabido afirmou que o município foi o mais impactado, apesar de a estrutura estar localizada em Ouro Preto. O material escoou por cursos d’água da região, alcançando o córrego Goiabeiras, que contribui para o abastecimento do rio Maranhão, o que acendeu o alerta para possíveis danos ambientais.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) também relatou interrupções no abastecimento de água e em atividades locais, além de mobilizar equipes para acompanhar moradores e dialogar com autoridades.

O governo de Minas Gerais mobilizou a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente para monitorar o local, apurar as causas do incidente e avaliar impactos ambientais e sociais. A Vale informou que o episódio não tem relação com barragens da empresa, que seguem sob monitoramento contínuo, e que investiga as circunstâncias do extravasamento.

O caso ocorre em um contexto ainda sensível no estado, sete anos após o rompimento da barragem de Brumadinho, tragédia que deixou 272 mortos e cujos efeitos ambientais continuam sendo estudados.

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