Skip to content Skip to footer

O cavalo e o pedófilo

Foto: Alan Santos/PR

Na época em que o imperador pedófilo Calígula nomeou o cavalo Incitatus senador romano, Teerã existia apenas como aldeia. E Washington, capital, era território de caça do trucidado povo Anacostia.

Hoje, quando a pedofilocracia dos EUA e a teocracia atômica de Israel atacam a teocracia iraniana, o Senado da República do Brasil conta com uma verdadeira cavalaria eleita para 8 anos de espetáculos equestres.

Em meio à manada, destaca-se o de nome romano Flavius, pelo extraordinário enriquecimento ilícito, advindo da apropriação de recursos públicos via “rachadinhas” e via empréstimo inédito e inexplicável, presente do quasímodo que ocupa o palácio do Buriti, sede do governo do DF.

F. Incitatus é apenas um dos vários que defendem o Brasil enquanto “estado-livre-associado” (nome pomposo que os EUA aplicam à sua colônia caribenha, Porto Rico) do império pedofilocrata. A lista de assumidos traidores inclui os Zemas, Tarcisios, Eduardo-Leites e, obviamente, todo o clã bolsonazi.

Acumpliciado aos comedores de criancinhas (em diversos sentidos), F. Incitatus tomou-se de ira ante a condenação do Brasil ao ataque contra Teerã.

Como quase todo equino, F. Incitatus é binário na compreensão da realidade. Ou há alfafa, ou não há alfafa. Ou escoiceia, ou não dá coice.

É inimaginável para a mente de F. Incitatus a possibilidade de se reprovar o regime de Teerã e ao mesmo tempo condenar o ataque terrorista empreendido por Trump e Netanyahu, linha adotada por estadistas notáveis como o chefe de governo de Espanha, Pedro Sánchez, e até mesmo por senadores e representantes do partido do pedófilo Trump.

Defender o pedófilo, e indiretamente a pedofilia, é porém uma questão de princípios para o filho daquele ser deplorável, preso com 40 anos de atraso, que se orgulha de ter “pintado um clima” entre ele e garotas refugiadas venezuelanas.

Há aqui um denominador comum. As fragilizadas meninas venezuelanas foram objeto aos olhos do Jair, tanto quanto a menina transsexual “utilizada” por F. Incitatus; as meninas da rede de pedofilia de Epstein para Trump e outros; as meninas de Gaza para Netanyahu; as meninas da “Festa da Cueca” para Sérgio Moro; e as meninas ucranianas, russas e bielorrussas nos “eventos” do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Todo o resto da humanidade não passa de meio, de instrumento, de rebanho, para a satisfação dos prazeres inconfessáveis dos ricos.

É esta a “razão” de fundo que faz F. Incitatus se irmanar a pedófilos, algozes e genocidas.

E, pela mesmíssima “razão”, F. Incitatus se mobiliza para defender a escala de trabalho 6×1 e para subir a rampa do Palácio do Planalto, em solene cerimônia coreografada a oito cascos, ao lado do pai.

Normando Rodrigues

Advogado, mestre em Direito, assessor da FUP, ex-professor da UFRJ e apresentador do programa Trilhas da Democracia.

Mais Matérias

18 jun 2026

Curitiba foi planejada para um clima que já não existe mais

As cidades brasileiras estão enfrentando uma realidade para a qual não foram projetadas…
18 jun 2026

À beira das cataratas, um banquete brasileiro

Três dias no Belmond Cataratas, em Foz do Iguaçu, com o chef Luiz Filipe Souza
18 jun 2026

A necessária polarização ideológica

Recente pesquisa eleitoral aferiu a elevação do índice de votantes não vinculados aos polos ideológicos da disputa…
12 jun 2026

Carta Aberta a João Bettega e Jeffrey Chiquini

Prezado João Bettega, pré-candidato, prezado Jeffrey Chiquini, pré-candidato…
10 jun 2026

Quem não paga pensão não entra no estádio — e vai preso

Desde 2023, o Palmeiras mantém uma parceria com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo…

Como você se sente com esta matéria?

Vamos construir a notícia juntos